A CoreWeave anunciou nesta segunda-feira (15) a assinatura de um pedido inicial de US$ 6,3 bilhões com a Nvidia, que se comprometeu a adquirir toda a capacidade de nuvem da parceira que não for vendida a clientes. A informação é da Reuters.
A CoreWeave, especializada em data centers voltados para inteligência artificial, opera estruturas nos Estados Unidos e Europa oferecendo acesso a GPUs da Nvidia, essenciais para treinar e executar modelos de IA em larga escala.
O novo acordo estende um compromisso firmado em abril de 2023 e seguirá em vigor até 13 de abril de 2032. Para analistas do Barclays, a emenda funciona como um “backstop” que garante utilização plena da capacidade, independentemente da demanda de clientes finais.
Segundo os analistas, o movimento também é visto como uma forma saudável de diversificação da Nvidia, reduzindo a dependência de grandes clientes.
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Com o anúncio, as ações da CoreWeave subiram 8% no pregão desta segunda-feira, refletindo a confiança do mercado no fortalecimento da parceria. Investidores vinham demonstrando preocupação sobre a capacidade da companhia de preencher seus data centers além dos contratos com Microsoft e OpenAI, seus dois maiores clientes.
O novo arranjo dá mais previsibilidade ao fluxo de receita e reforça a posição da CoreWeave como um dos principais provedores de infraestrutura em nuvem para Nvidia.
Em março, a CoreWeave firmou um contrato de US$ 11,9 bilhões em cinco anos para fornecer capacidade de nuvem à OpenAI, criadora do ChatGPT. Além disso, foi estabelecido um acordo adicional no qual a empresa de Sam Altman se comprometeu a pagar até US$ 4 bilhões até abril de 2029.
Essas parcerias estratégicas sustentam a rápida expansão da CoreWeave, que se consolidou como uma das peças-chave no ecossistema de computação para IA.
No segundo trimestre, a CoreWeave registrou forte aumento na demanda por seus serviços de nuvem, acompanhando a rápida adoção de ferramentas de inteligência artificial em diversos setores.
Entretanto, o crescimento tem pressionado as finanças da companhia: as despesas operacionais quase quadruplicaram, chegando a US$ 1,19 bilhão no período. O desafio agora é equilibrar o avanço de receita com custos elevados para sustentar sua estratégia de expansão.
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