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Core AI obtém aporte de US$ 4,5 mi para aprimorar solução de crédito baseada em IA

A Core AI, fintech brasileira que usa inteligência artificial para aprimorar a concessão de crédito, anunciou essa semana que obteve um aporte de US$ 4,5 milhões em rodada seed (capital semente) liderada pelos fundos 14B, Big Bets, Nameless, BFF e Norte. Também participaram André Street e Eduardo Pontes (fundadores da Stone), Fersen Lambranho (GP Investimentos) e family offices.

Os recursos serão usados para expandir a operação e na plataforma proprietária da empresa, formada por infraestrutura de AI modular e white label. Segundo a Core AI, atualmente essa infraestrutura permite operações completas de crédito em cerca de 25 dias, frente a média de mercado de cerca de 320 dias.

A tecnologia da empresa é baseada em agentes de IA que extraem, organizam e estruturam dados dos parceiros para a construção de motores próprios de crédito. O sistema promete organizar e utilizar dados de maneira anonimizada, reduzir tempo de resposta “de dias para segundos”, automatiza processos operacionais, e reduzir custo de operação de crédito em até 70%, tudo de forma “auditável e rastreável”.

Os fundadores da fintech dizem que a proposta é criar uma infraestrutura “nativa em IA” para concessão de crédito, de modo a permitir que qualquer empresa estruture operação de crédito própria. Isso na teoria ampliaria o acesso e reduziria barreiras de acesso ao sistema financeiro tradicional.

Leia mais: Samsung e AMD firmam acordo para avançar em memória para IA e ampliar parceria em semicondutores

“Estamos construindo a primeira infraestrutura de crédito totalmente nativa em inteligência artificial. Ao organizar dados de forma mais profunda e automatizar decisões, conseguimos ampliar aprovação, reduzir fricções, automatizar operações por completo e tornar o crédito uma capacidade acessível para qualquer empresa”, explica em comunicado Fernando Martins, cofundador da Core AI.

A empresa atua no modelo B2B. Promete aos clientes estruturar a operação, aportar capital, assumir riscos e operar em modelo de “revenue share”, eliminando a necessidade de fundos próprios ou estruturas complexas para ofertar crédito por parte do parceiro.

A promessa é de taxas médias de aprovação entre duas e três vezes superiores aos modelos tradicionais. Atualmente, em média, 67% da base de clientes a ter uma oferta de crédito disponível é pré-aprovada.

“Crédito é um dos principais motores de crescimento econômico. Quando conseguimos tornar dados invisíveis em inteligência acionável, abrimos espaço para que mais pessoas e empresas tenham acesso a capital para crescer”, diz Enrico Damiani, também cofundador da empresa.

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