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Como podemos mensurar a nuvem?

Não há uma resposta simples para essa questão.

Primeiro de tudo, a computação em nuvem está escondida atrás de uma névoa de abstração. Considerando que as organizações de TI podem orquestrar cada elemento de uma aplicação, acabamos conduzidos sempre a um questionamento: essas aplicações são reais ou virtuais?

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Em segundo, os objetivos de muitos provedores de serviços em nuvem não estão alinhados com os dos clientes. Provedores de serviços querem maximizar a receita e os lucros, além terem liberdade de fazer o que bem entenderem com a infraestrutura subjacente. É assim que eles costumam lidar com os negócios. Sem essa liberdade, eles perdem escala e habilidade. Do outro lado, os clientes querem um tratamento especial.

Terceiro, as pessoas realmente não entendem muito de métricas. Ainda vamos continuar a usar métricas mesmo que elas escondam flutuações na qualidade dos serviços que podem alertar quanto aos problemas antes que eles virem desastres.

Mas há um problema maior envolvido. Por meio século, a TI se preocupava em proteger recursos preciosos. A razão de carregarem uma pilha de cartões perfurados para o porão o porão do prédio de computação às 3h da manhã era porque os recursos de mainframe eram escassos, enquanto os humanos abundantes.

Isso acabou. Hoje cada um de nós temos ao menos três telas, sendo que cada uma não está a mais que um metro de distância de nossos corpos. Isso significa que estamos menos preocupados com o consumo de recursos e mais com o cumprimento das tarefas. Nós não deveríamos nos preocupar se a CPU é lenta ou potente, uma vez que os usuários concluem suas atividades. Proponentes de serviços já sabem disso há muito tempo, mas o monitoramento de cloud ainda fica escondido atrás da névoa da virtualização.

O gerenciamento de desempenho de aplicações (APM) e o monitoramento do usuário real (RUM) têm sido considerados “avançados” como formas de medição. Eles vão além das métricas alto/baixo ou dos números relacionados à utilização, ao invés de olhar para o sucesso da aplicação do ponto do de vista do usuário.  APM e RUM muitas vezes padecem em algum lugar entre Web analytics (que mostra o que os usuários fazem) e monitoramento sintético (que mostra se o site está funcionando). Hoje, no entanto, a verdadeira questão é: eles faze isso bem?

Há muitas evidências de que aplicações lentas minam a produtividade, custam dinheiro e reduzem receitas. Nuvens lentas precisam de reparo. Para fazer isso, temos que ir além do monitoramento do desempenho da aplicação e partir do problema que envolve o negócio com um todo.

Frequentemente, os profissionais de TI começam a analisar da base e vão subindo. “O servidor 10 é baixo, o que significa que o site de suporte não está funcionando, que significa que a fila do telefone está grande, o que impacta o índice de satisfação do consumidor.” Eles começam com os meios para chegarem aos fins.

Ao invés disso, temos que dar um passo atrás e analisar o modelo do negócio em si. Assim, podemos compreender quais métricas são relevantes e qual é o limite considerado. Então, podemos medir os limites e denunciar violações.

Essa é uma abordagem de medição muito mais palpável para executivos. Começando pelo modelo e trabalhando de cima para baixo remete ao que sempre dizemos: “7% das visitas precisam resultar em uma matrícula para encontrarmos a nossa meta mensal”. A partir daí, podemos medir os passos de uma matrícula e atuar contra o passado ou alvos de resposta.

Quando temos a  propriedade da infraestrutura, este tipo de abordagem foi considerada progressiva. Mas o “nevoeiro” do monitoramento da nuvem significa que é muitas vezes a única maneira que temos de medir. Ela nos permite quantificar o consumo da nuvem, que por sua vez nos permite definir orçamentos – já que com a arquitetura certa, você pode ter qualquer desempenho pelo qual puder pagar. E isso leva a boas métricas, já que o foco está focado em taxas e exceções, e não em médias.

As nuvens são a grandes trunfos da TI e elas mudaram fundamentalmente como medimos nossas aplicações. Pense sobre isso.

 

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Editorial IT Forum 365
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