Como o fim da onda de contágio da pandemia de Covid-19 ainda é imprevisível, muitas empresas estão se preparando para manter os colaboradores em trabalho remoto por, pelo menos, até o fim de 2020. Para outras, o formato deu tão certo que a decisão é definitiva.
Uma pesquisa da Fundação Dom Cabral e da Talenses, realizada com 375 companhias no Brasil, aponta que mais de 70% sinalizaram a intenção de adotar o home office parcial ou integralmente após a pandemia. Na indústria, o índice chega a quase 80%, enquanto na área de serviços ele é de 89%.
Uma das empresas que adotará de vez o novo modelo é a Stefanini. De acordo com Rodrigo Pádua, VP Global de Gente e Cultura do Grupo, a empresa percebeu um aumento de pelo menos 10% na produtividade de seus times durante o home office. Por esta razão, a Stefanini planeja colocar 50% de seus profissionais em home office após o fim da pandemia.
A ideia é trabalhar com três modelos: um de home office total, um parcial e um de flexibilidade em relação a horários. Trata-se do projeto “Stefanini Everywhere”, que incentiva a contratação de talentos em qualquer lugar do País, mesmo que não haja escritório na cidade de origem do candidato.
“Imagine atuar em diversos desafios e projetos sem sair de sua cidade e no conforto e segurança da sua casa? O modelo de home office que estamos construindo permitirá que os novos colaboradores exerçam suas funções de onde estiverem, com a possibilidade de trabalhar em uma grande empresa”, explica Rodrigo.
Para o executivo, o “digital first” deixa de ser uma tendência e se torna um caminho viável para treinamentos e reuniões, que antes aconteciam apenas de forma presencial por haver dúvidas sobre sua efetividade no modelo online. “As viagens corporativas também serão reduzidas. A pandemia mostrou que é possível viajar menos e continuar fazendo bons negócios por meio de plataformas digitais”.
“Não temos um modelo fechado, pois estamos aprendendo com o trabalho a distância. Queremos testar novos formatos, analisar o que funciona mais e cocriarcom a equipe. A pandemia mostrou que somos capazes de fazer em três meses o que havíamos planejado para o período de três anos”, destaca Marco Stefanini, CEO Global do Grupo Stefanini.
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