A Climatempo, empresa de consultoria meteorológica e previsão do tempo do Brasil e da América Latina, investe ano a ano de 9% a 11% do faturamento anual em capacidade computacional, o que inclui computação em nuvem, inteligência artificial e aprendizado de máquina. O objetivo, segundo a empresa, é processar as cerca de 1,5 bilhão de requisições por mês em plataforma tecnológica, além de prover melhores serviços.
A empresa diz que a capacidade atual pode até “superar a um de supercomputador”, de acordo com a demanda.
“Não há como entregar meteorologia sem tecnologia, por isso, investimos uma parcela significativa de recursos em P&D”, conta em comunicado Flávio Horita, CTO da Climatempo. Segundo o executivo, fazer análises e gerar insights atualizados e precisos requer diversos modelos meteorológicos executados várias vezes ao dia, o que exige “forte capacidade de processamento de dados, para que não haja gargalos”.
A infraestrutura do Climatempo hospeda sistemas de modelagem climática e o Sistema de Monitoramento e Alerta Climatempo (SMAC), além de outros sistemas de suporte operacional. A empresa também disponibiliza, segundo Horita, dados meteorológicos e climáticos por meio de APIs que prometem integração de previsões e alertas em plataformas corporativas e aplicações de terceiros.
A empresa utiliza a plataforma Kubernetes Engine, do Google Cloud, que automatiza e escala aplicações distribuídas conforme a demanda. “Esse modelo nos dá a flexibilidade que nem mesmo um supercomputador – por mais robusto que seja – é capaz de entregar”, garante Horita. Segundo ele, em alguns momentos a Climatempo mobiliza mais de mil máquinas simultâneas.
Além do monitoramento meteorológico de longo prazo, Horita explica que há a previsão de curtíssimo prazo – a chamado nowcasting. Ela também demanda grande capacidade computacional, principalmente em eventos climáticos com potencial de causar grandes impactos, como chuvas e ventanias.
Horita cita uma tempestade na região Sul que demandou a análise de mais de 10 milhões de raios em menos de 10 minutos. O objetivo era acompanhar a movimentação das descargas elétricas atmosféricas e apontar as regiões onde o impacto potencial seria maior.
Além de ter papel nas previsões e análises meteorológicas, a IA também tem ajudado na otimização dos processos internos na Climatempo, incluindo elaboração de boletins meteorológicos – cujo tempo de produção diminuiu de uma hora para quatro minutos em alguns casos – até o desenvolvimento de aplicações.
Horita diz que a Climatempo usa o Codex, da OpenAI, no desenvolvimento, revisão e correção de código. E que o tempo necessário para a criação de aplicações caiu substancialmente.
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