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‘Vivemos revolução da experiência do usuário, não da IA’, provoca cientista-chefe do Google

Se você acha que a inteligência artificial (IA) está, definitivamente, roubando os empregos das pessoas e que estamos vivendo uma verdadeira revolução, está enganado. Pelo menos, essa é a visão de Cassie Kozyrkov, cientista-chefe do Google. Para ela, a inteligência artificial que existe hoje não é tão diferente do que havia alguns anos atrás e o que mudou essencialmente foi a experiência do usuário.

Cassie, que falou no fechamento das palestras do segundo dia do Web Summit Rio, disse que o responsável pela automação de empregos é, nada mais, nada menos, do que o engenheiro de software.

“Os engenheiros são as pessoas em nossa sociedade cujo trabalho é automatizar outros trabalhos: qualquer coisa que possamos fazer mais rápido ou melhor ou de maneira mais divertida, mais criativa e mais barata”, explicou ela.

Leia tudo: a cobertura do IT Forum do Web Summit Rio

A sua visão é a de que o desenvolvimento da IA mudou a relação entre homem e máquina. É por isso que, em vez de alimentar o computador com instruções, o engenheiro passou a fornecer exemplos que deveriam ser seguidos.

“A principal diferença entre aprendizado de máquina, IA e programação tradicional é de onde vem a receita de dados que pega as entradas e as transforma em saídas. Basicamente, esta é uma revolução na comunicação, uma maneira diferente de explicar o que queremos às máquinas com instruções versus exemplos”, pontuou ela, indicando que isso não é nada mágico.

Segundo ela, o objetivo do sistema é fornecer a resposta certa. “É como quando você joga um videogame e ainda não conhece as regras. Então, o que você faz? Experimenta e sua pontuação muda e você vê como isso altera seu comportamento. Também é assim que você aprende no trabalho”, indicou ela.

IA mais presente

Nos últimos meses, a inteligência artificial tomou conta das notícias e grandes executivos e empreendedores passaram a se preocupar e se posicionar sobre o tema. Cassie lembrou que o ChatGPT chegou para reforçar a popularização da IA e o seu diferencial, na verdade, está pautado na experiência do usuário.

Em vez de um apanhado de códigos, ou um sistema que só desenvolvedores entendem, é um recurso que qualquer pessoa pode usar, com um visual simples e conveniente. “Não foi a tecnologia que mudou, foi o design do produto”, completou.

E, fazendo referência aos empregos que serão dizimados pela IA, a executiva amenizou o cenário apocalíptico e afirmou que a tecnologia ajuda os profissionais, não o contrário. Ela usou a si mesma como exemplo: a própria executiva utilizou sistemas de IA para ajudá-la a montar o roteiro e o visual da sua palestra no Web Summit.

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