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Cibersegurança no Brasil: 6 passos para sair da estagnação

O Brasil está parado quando o assunto é maturidade em segurança digital. Segundo uma recente pesquisa da Cisco, apenas 5% das empresas brasileiras atingem esse nível, o mesmo percentual de 2023. Enquanto isso, países emergentes como Vietnã e Singapura deram saltos significativos mesmo com menos recursos.

Diante disso, chegou a hora de sair da estabilidade e buscar uma evolução real. O Brasil tem potencial, mas precisa agir com mais rapidez e visão de futuro para alcançar os próximos patamares. A maturidade cibernética será um diferencial competitivo e quem se mexer agora, sairá na frente.

Leia também: Brasil é líder global em cookies vazados: 7 bilhões em 2025

Mas como virar esse jogo? Veja abaixo seis passos que o Brasil pode adotar para acelerar sua evolução em cibersegurança.

1. Digitalizar as PMEs com segurança desde o início

Boa parte das pequenas e médias empresas ainda não investe em medidas básicas de proteção digital. Criar soluções simples, acessíveis e de fácil adoção é fundamental para evitar que esse setor continue vulnerável e arraste a média nacional para baixo.

2. Formar profissionais rapidamente

O déficit de talentos em cibersegurança no Brasil é enorme. É preciso acelerar a formação com cursos técnicos de curta duração, programas de certificação e parcerias com empresas que topem treinar novos profissionais em vez de esperar especialistas prontos no mercado.

3. Transformar segurança em política pública

Outros países avançaram porque fizeram da cibersegurança uma prioridade estratégica nacional. O Brasil precisa seguir o mesmo caminho: estabelecer metas, destinar orçamento, criar um plano integrado e incentivar a cooperação entre empresas, governo e sociedade.

4. Incluir segurança na cultura das empresas

Não basta investir em tecnologia se os colaboradores continuam clicando em links suspeitos. Treinamentos frequentes, campanhas internas e apoio da liderança são essenciais para que a segurança se torne parte do dia a dia corporativo e não um item esquecido na TI.

5. Apoiar o ecossistema nacional de cibersegurança

Startups brasileiras oferecem soluções competitivas, mas ainda são pouco valorizadas por empresas médias e governos locais. Fortalecer esse ecossistema impulsiona inovação, reduz custos e cria uma rede de proteção mais conectada à realidade do país.

6. Observar e adaptar os bons exemplos

Vietnã e Singapura mostraram que é possível avançar com foco e decisões assertivas. O Brasil pode – e deve – estudar o que esses países fizeram, adaptar as práticas que funcionaram e criar ambientes colaborativos para troca de experiências entre setores.

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