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Check Point identifica aumento de atividade cibercriminosa a partir da guerra Israel-Hamas

Especialistas da empresa de cibersegurança israelense Check Point Software Technologies identificaram uma série de ciberataques a partir da guerra Israel-Hamas que, segundo a empresa, tem origem em grupos hacktivistas. Alguns países seriam mais visados: Itália, França e Índia, além de Israel. “Embora menos visado, o Brasil é alvo constante e o grupo responsável é o IRoX Team”, declarou a Check Point em comunicado à imprensa.

Na análise da Check Point, houve um aumento da atividade cibernética, com vários grupos hacktivistas, alinhados com diferentes interesses geopolíticos. Os pesquisadores ainda afirmam ter observado um aumento de 18% nos ataques cibernéticos contra Israel, em especial um aumento nos ataques ao setor Governo/Militar – um aumento de 52% em comparação com as semanas que antecederam o dia 7 de outubro, início da guerra.

A empresa afirma que as ciberameaças identificadas são multifacetadas, desde ataques de negação de serviço distribuída (DDoS) por grupos hacktivistas até atividades de hacking e vazamento contra sites israelenses.

Leia mais: Brasil é principal alvo de ataques cibernéticos na América Latina

Para os especialistas da Check Point, há três tendências crescentes que podem intensificar a guerra cibernética: grupos hacktivistas afiliados à Rússia mudando seu foco para Israel; a introdução de grupos hacktivistas apoiados pelo governo iraniano e a participação de cibercriminosos que buscam ganhos financeiros em meio ao conflito.

“Além disso, estão prestes a entrar em cena grupos cibernéticos sofisticados e com capacidades significativas, aumentando os riscos e as tensões no campo de batalha cibernético”, alertou a Check Point em seu comunicado.

Ainda segundo a Check Point, um grupo afiliado à Rússia, o Anonymous Sudan, teria, supostamente, assumido a responsabilidade por potencialmente desativar um aplicativo civil israelense projetado para alertar os cidadãos sobre ataques de mísseis no dia 7 de outubro.

A guerra também tem atraído entidades com motivação financeira. Os especialistas relatam que o Ransomed.vc, um grupo de resgate que iniciou operações recentemente, anunciou que a situação de segurança na região torna as entidades comerciais mais vulneráveis a ataques e solicitou a compra de acesso inicial a entidades em Israel, Palestina e Irã. Posteriormente, o grupo postou o que alegou ser uma dispersão de dados relacionados à saúde de pacientes palestinos como um exemplo do que procuram.

“A guerra cibernética desempenhará, sem dúvida, um papel fundamental na definição da trajetória deste conflito. As organizações, independentemente da sua localização geográfica, devem atentar em melhorar as suas defesas cibernéticas, priorizar as atualizações de sistemas e refinar os seus protocolos de segurança cibernética”, recomendou a Check Point.

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