A China intensificou as restrições contra a Nvidia, ordenando que grandes empresas de tecnologia locais interrompam a compra de chips de inteligência artificial da fabricante americana.
A medida, revelada pelo Financial Times e repercutida pela CNBC, representa a exclusão total da companhia do mercado chinês e reflete tanto a confiança crescente de Pequim em sua indústria doméstica de semicondutores quanto uma estratégia de pressão nas negociações comerciais com Washington.
O bloqueio atinge não apenas a linha H20, desenvolvida pela Nvidia sob encomenda para o mercado chinês, mas também o chip RTX Pro 6000D, anunciado em 2025 para atender fábricas inteligentes e logística. Empresas locais já haviam iniciado testes em larga escala com o produto, mas foram obrigadas a suspender as operações.
Paralelamente, autoridades abriram uma investigação antitruste contra a Nvidia, alegando possíveis violações da lei chinesa. O movimento reforça a disputa em torno da soberania tecnológica no setor mais estratégico da atualidade.
Leia também: Oracle e Silver Lake integram consórcio para assumir TikTok nos EUA após novo prazo de Trump
Segundo analistas, a decisão faz parte de uma ofensiva de Pequim para acelerar a adoção de alternativas nacionais. Reguladores teriam concluído que chips locais já oferecem desempenho comparável aos modelos limitados da Nvidia para a China. Ainda assim, o principal desafio segue sendo a capacidade de produção em escala, algo que o país promete triplicar já em 2026.
Fabricantes como Huawei, Alibaba e Baidu vêm liderando essa transformação. A Huawei, por exemplo, anunciou superclusters baseados em seus chips Ascend, projetados para se tornar a infraestrutura de IA mais poderosa do mundo até 2027. Startups como a DeepSeek também têm mostrado compatibilidade com a nova geração de semicondutores locais.
Especialistas avaliam que o endurecimento pode ser parte de uma estratégia de barganha. AJ Kourabi, da SemiAnalysis, afirma que o veto pode ser usado como moeda de troca em negociações envolvendo tarifas e acesso a tecnologias mais avançadas. Reva Goujon, do Rhodium Group, observa que o gesto ocorre em paralelo a outras medidas de pressão chinesa, como uma investigação antidumping contra chips analógicos dos EUA.
Apesar dos avanços, analistas alertam que seria precipitado afirmar que a China pode sustentar o atual ritmo de desenvolvimento em IA sem os ecossistemas completos da Nvidia. O país, no entanto, vem construindo musculatura para reduzir gradualmente sua dependência e aumentar sua influência na corrida global da inteligência artificial.
Siga o IT Forum no LinkedIn e fique por dentro de todas as notícias!
A Unico, empresa brasileira especializada em identidade digital e biometria facial, ingressou com ações nas…
A Salesforce anunciou parceria com a FIFA como apoiadora oficial da Copa do Mundo de…
Neil Redding será o palestrante de abertura do IT Forum Praia do Forte 2026. Com…
Apesar da consolidação da computação em nuvem como um dos pilares da transformação digital, uma…
As equipes de segurança cibernética enfrentarão um cenário cada vez mais complexo nos próximos anos,…
Apenas uma em cada três pessoas dos Estados Unidos aprova o ritmo acelerado de construção…