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Big data e big hits: a chegada da NFL no Brasil e a tecnologia por trás do espetáculo

A primeira partida da National Football League (NFL) no Brasil entregou exatamente o que prometia. No confronto entre Philadelphia Eagles e Green Bay Packers, o equilíbrio ofensivo e as interceptações de ambos os lados foram intensos, mas foi Saquon Barkley quem garantiu a vitória dos Eagles por 34 a 29. 

Mas o que realmente impressiona vai além dos movimentos no campo. A tecnologia é a força invisível que abrilhanta o jogo. A convite da Zebra Technologies, fui até o estádio acompanhar de perto como os dados são coletados e analisados. No meio da torcida, ficou claro que a inovação não estava apenas nas jogadas, mas também na rede de dispositivos que transmitia informações em tempo real.

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Há uma década, a Zebra Technologies iniciou sua parceria com a NFL introduzindo dispositivos de identificação por radiofrequência (RFID) ultra-wideband. Esses sensores, instalados nas ombreiras dos jogadores, árbitros e dentro das bolas, são responsáveis por transformar a maneira como o futebol americano é jogado e assistido.  

Derek Bonuccelli, gerente sênior de Produtos Esportivos da empresa, explica o processo. “Instalamos nossos dispositivos no início da temporada e eles funcionam durante todo o período sem necessidade de recarga. A precisão é de até 15 centímetros, com transmissão de dados em até 260 milissegundos”. Para comparação, os dados de rastreamento via GPS são precisos dentro de 99 centímetros. 

Cada estádio conta com 22 a 24 receptores que capturam e transmitem as informações dos dispositivos para a NFL e para as transmissões ao vivo. Em São Paulo, a Zebra Sports e Next Gen Stats estavam no comando, monitorando cada detalhe do local a partir do centro de controle, garantindo que todos os dados fossem capturados em tempo real. 

Esses dados não apenas enriquecem a experiência dos torcedores com estatísticas detalhadas durante os jogos, mas também têm um impacto direto nas decisões dos treinadores. “As estatísticas avançadas são exibidas em tempo real durante as transmissões, fornecendo dados precisos sobre o jogo”, explicou Bonuccelli. Essas informações ajudam os técnicos a ajustar estratégias e a decidir a formação da equipe, com base na performance dos jogadores.  

Além dos jogos, a Zebra fornece dados detalhados para os treinos das equipes, ajudando no ajuste dos treinos e na monitorização da recuperação dos atletas. “Oferecemos métricas sobre distância, velocidade e movimentos, o que auxilia na gestão do desempenho e na prevenção de lesões”, afirma. 

No que diz respeito à saúde e segurança, a Zebra utiliza RFID passivo para rastrear o uso dos equipamentos. “As métricas ajudam a correlacionar o uso dos equipamentos com lesões, oferecendo informações adicionais para melhorar a segurança dos atletas”, comenta. 

Para os torcedores, a tecnologia enriquece a experiência de assistir aos jogos. “Os dados são usados para exibir estatísticas detalhadas e apoiar o fantasy football, proporcionando uma visão mais completa do jogo”, disse Bonuccelli. 

Segundo o gerente, a colaboração entre a Zebra Technologies e a NFL está em constante evolução. “Estamos aprimorando nossos sistemas, aumentando a taxa de atualização dos tags e explorando novos dados, como a coordenação Z, para capturar informações mais detalhadas sobre as jogadas”, revela. 

Com a estreia marcante da NFL no Brasil, resta saber se o país do futebol também adotará essas inovações tecnológicas. Vanderlei Ferreira, presidente da Zebra Technologies, afirma ser possível. Ele argumenta que a tecnologia, que já encontra aplicações em setores como logística e agronegócio, é escalável e pode ser adaptada ao futebol. Assim, o Brasil tem potencial para integrar tanta tecnologia em seu futebol como a presente no jogo americano. 

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