Outra surpresa é que o portal MercadoLivre está planejando ampliar sua receita por meio da oferta de soluções de e-commerce, como a que será adotada pela chamada Uni5, que reúne as fábricas de calçados Grendene, Azaléia, Paquetá, Sadesa, Schmidt Irmãos e Reichert.
“Não estamos abandonando nosso core-business”, afirma Stelleo Tolda, diretor presidente do MercadoLivre, acrescentando que neste ano o licenciamento da ferramenta vai representar apenas 5% do faturamento, enquanto no ano que vem a participação deverá ser ampliada para 20%.
O faturamento previsto do MercadoLivre para este ano é de US$ 3 milhões. “Iniciamos as operações pagas apenas em agosto, quando passamos a cobrar do vendedor um percentual por transação realizada”, informa Tolda.
“Nossa tecnologia é própria e já serviu para algumas negociações como forma de gerar receita para a empresa, com parceiros como SportsJá, Viajo.com, o portal X, da Xuxa, e outras empresas pontocom”, ressalta Tolda, explicando que a Uni5 vai integrar fornecedores de matérias-primas, insumos, serviços e máquinas para a indústria.
As ferramentas do MercadoLivre permitem que os compradores tenham acesso a leilões online, catálogos eletrônicos de produtos e soluções de e-procurement, e-marketing, web-edi, classificados e um módulo de conteúdo informativo.
O MercadoLivre é resultado de investimentos de seis investidores principais: Chase Capital Partners, HMTS, Goldman Sachs, Banco Santander, GE Capital e FlatIron Partners. “Até o início de 2002 deveremos tornar o negócio lucrativo”, adianta Tolda.
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