Nos estudos “Infraestrutura: regras e incentivos” e “O setor de Telecomunicações” da Oliver Wyman, coordenados por Vinicius Carrasco da PUC-Rio e Ana Carla Abrão da Oliver Wyman, são apresentadas análises sobre o atual estágio da infraestrutura do Brasil, em particular nos setores de logística, energia, saneamento, banda larga e telefonia. Apesar de ser a 8ª economia do mundo, o país ocupa apenas o 73º lugar em qualidade.
Apenas 56% dos brasileiros têm acesso a coleta de esgoto. Na área de telecomunicações, os destaques negativos ficam por conta da baixa penetração e velocidade da banda larga, que perde para muitos países da América Latina e Caribe, e chega a ser mais do que seis vezes mais lenta do que a Coreia do Sul, país que possui a maior velocidade no mundo.
A Internet no Brasil é quase cinco vezes mais lenta que a velocidade média dos 10 países com maior velocidade, o serviço possui baixa qualidade e é muito caro se comparado com os nossos vizinhos da América Latina.
“A infraestrutura do nosso país é deficiente e não está universalizada, o que gera custos adicionais para múltiplos setores e impacta negativamente a nossa produtividade. Estamos atrás da China, da Índia, África do Sul e do Chile no LPI (Logistics Performance Index), por exemplo. E isso é uma situação que precisa mudar, mas só irá mudar se criarmos as condições para que o setor privado invista, garantindo os volumes necessários de recursos para reverter a atual tendência”, explica Ana Carla Abrão, sócia da Oliver Wyman.
A executiva aponta, ainda, que a defasagem fica clara quando nos orientamos pelo PIB (Produto Interno Bruto). A China investe cerca de 7% do seu PIB em infraestrutura, e a Índia investe cerca de 5,5%. O investimento do Brasil é de 2,2% anualmente. O investimento anual em infraestrutura precisaria aumentar para 3,2% do PIB nos próximos 20 anos, apenas para manter a estrutura atual, de acordo com estudos citados pela especialista.
A eletricidade no Brasil é um ponto positivo e está praticamente universalizada e 80% da energia do país advém de fontes renováveis, mas o sistema tem sua parcela de problemas: má qualidade do serviço de distribuição e as mais caras energias por megawatt no mundo. Cobrir 100% do território exigiria investimentos de mais de 5% do PIB ao ano (R$ 200 bi).
“A posição do Brasil nos rankings globais seria ainda pior se não fosse pelo índice de penetração de linhas telefônicas fixas, onde ocupa a 49ª posição. Finalmente, com 62% da população brasileira se declarando insatisfeita com a infraestrutura atual, temos uma das mais baixas avaliações do mundo”, diz Alessandro Jorge, sócio da Oliver Wyman Brasil.
A dupla conclui que, no Brasil, há poucos instrumentos disponíveis com liquidez suficiente para canalizar fundos privados para o investimento em infraestrutura. Esse cenário pode mudar, mas isso exige uma agenda de pequenas e importantes reformas para fomentar novos instrumentos de financiamento e dar mais liquidez a um mercado ainda muito reduzido.
A Unico, empresa brasileira especializada em identidade digital e biometria facial, ingressou com ações nas…
A Salesforce anunciou parceria com a FIFA como apoiadora oficial da Copa do Mundo de…
Neil Redding será o palestrante de abertura do IT Forum Praia do Forte 2026. Com…
Apesar da consolidação da computação em nuvem como um dos pilares da transformação digital, uma…
As equipes de segurança cibernética enfrentarão um cenário cada vez mais complexo nos próximos anos,…
Apenas uma em cada três pessoas dos Estados Unidos aprova o ritmo acelerado de construção…