O Grupo Boticário lançou um projeto pioneiro, o NeurolabGB, que busca atuar na decodificação das respostas neurais associadas à experiência sensorial da beleza.
A iniciativa foi aberta no final de 2023 no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa, em São José dos Pinhais, e conta com diversos equipamentos de neurociência, unindo tecnologia de ponta e atuação de especialistas. Além disso, o espaço potencializa a atuação do time de Ciências do Consumidor, vinculada à Diretoria de Qualidade, Excelência e Cuidado, que passa a utilizar novas tecnologias no desenvolvimento de produtos e experiências.
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Para ampliar sua capacidade de análise, a empresa investiu na aquisição de maquinários de última geração. Segundo O Boticário, toda a identidade visual do laboratório também foi construída através de técnicas de neurociência. Os investimentos no laboratório se somam à estratégia do Grupo em desenvolver produtos com o apoio da neurociência.
Para Juliana Canellas, diretora de Qualidade e Performance de Produto do Grupo Boticário, o laboratório é uma iniciativa voltada não apenas para a inovação, mas para contribuir positivamente com a sociedade, elevando a experiência da beleza. “Entendemos que a neurociência desempenha um papel fundamental e poderá nos auxiliar na compreensão do que é considerado relevante para nosso público. Por isso entendemos que com as respostas cerebrais a estímulos visuais, táteis e olfativos, podemos personalizar produtos e serviços que não apenas atendem aos desejos, mas também promovem o bem-estar emocional “, aponta a diretora.
Segundo o Grupo Boticário, dentro do laboratório de neurociência serão realizados estudos sobre os diferentes tipos de percepção sensorial ou de emoções, inclusive sobre a ótica de grupos minorizados. Existem várias técnicas diferentes de neurociência, que possibilitam ao time de trabalho diferentes abordagens, como exemplo, há um equipamento que é capaz de monitorar estímulos e a ocorrência de impulsos elétricos cerebrais, batimentos cardíacos, foco do olhar, dilatação da pupila entre muitos outros.
Juliana Canellas ainda explica que o mérito da ciência aplicada à beleza está na capacidade de aprofundar a compreensão dos processos biológicos, sensoriais e psicológicos envolvidos na experiência dos consumidores. “Ao integrar princípios científicos, como os derivados da neurociência na indústria da beleza, é possível desenvolver produtos e práticas mais eficazes e personalizadas. E isso não apenas impulsiona a inovação na criação de formulações mais assertivas, mas também permite uma abordagem mais holística, considerando a diversidade genética, as necessidades individuais e as tendências culturais, impulsionando assim a valorização da diversidade.”, aponta.
Além disso, diz Juliana, a ciência aplicada à beleza contribui para o desenvolvimento de produtos sustentáveis, seguros e éticos. “Ao unir beleza e ciência, a indústria busca não apenas criar produtos esteticamente atraentes, mas também promover o bem-estar e a auto expressão positiva”, finaliza.
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