Grande parte do esforço de Alexandre de Barros como diretor de tecnologia está relacionado a fusão das operações Itaú-Unibanco. Enquanto trabalha para definir arquiteturas e ter um ambiente estabelecido no próximo ano, o executivo enfrenta o grande desafio de não impactar operações da base de correntistas dos bancos.
“O cliente não quer saber de sinergia e integração de sistemas. Ele quer ter seu banco com boa qualidade”, resume o executivo, que considera fundamental começar os trabalhos dos departamentos de tecnologia em processos de fusão projetando a experiência do cliente pós-integração. “O resto é consequência”, define.
Segundo o executivo, muitas vezes se comete o erro de identificar um vencedor ou perdedor nesses processos baseado em que banco comprou quem. “Não estamos impondo culturas”, reflete Barros, salientando ainda que essa questão pouco importa, pois, da integração sempre surgirá “um banco novo”. O CIO comenta que as equipes de tecnologia do Itaú-Unibanco já estão integradas, bem como alguns sistemas.
Barros acredita que os processos de incorporação precisam de movimentos rápidos. “Quanto mais cedo as decisões são tomadas, mais cedo as pessoas entram nas agendas normais de trabalho”, comenta o executivo.
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