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Área de tecnologia da informação tem retração entre 2007 e 2013 no Rio

Pesquisa divulgada pelo Sindicato das Empresas de Informática do Rio de Janeiro (TI Rio) revela que o setor de software (programas de computador) e serviços está concentrado em oito empresas, que respondem por 66,4% da receita líquida do setor no estado. A pesquisa cobre o período compreendido entre 2007 e 2013 e mostra que, enquanto as empresas de São Paulo responderam por 62,4% do total da receita gerada no país na área de tecnologia da informação (TI), no ano passado, a participação do Rio de Janeiro vem caindo.

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A participação de São Paulo registra evolução permanente desde 2008, quando o índice era 53,3%, e a do Rio, caiu de 20%, em 2008, para 17,6%, no ano passado.

Segundo o presidente do TI Rio, Benito Paret, o número de profissionais de nível mais elevado diminuiu no estado do Rio de Janeiro. “Tem havido uma migração”, disse Paret à Agência Brasil. Também a massa de salários tem crescido em taxa menor que a de São Paulo. Nos seis anos pesquisados, a massa salarial evoluiu 38,2% no Rio de Janeiro, contra 135,6%, em São Paulo, e 69,2%, no Brasil. “São Paulo tem os melhores salários e uma quantidade significativa de empresas de desenvolvimento, enquanto o Rio de Janeiro tem até perdido.”

Do total de R$ 1 bilhão da massa salarial do setor no País, São Paulo responde por 45% e o Rio de Janeiro, por 10%. “A massa de salários em São Paulo é muito significativa e, com isso, atrai maiores competências, naturalmente”.  Com base em fontes como  o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), a pesquisa indica que existem cerca de 33.832 estabelecimentos no país, dos quais 11.505 sediados  em São Paulo. O Rio de Janeiro aparece com 3.103 empresas com mais de um empregado, com expansão média de 6,4% ao ano. Entretanto, de acordo com a sondagem,  89% das empresas instaladas no Rio têm menos de 20 funcionários.

De acordo com a  análise, o salário médio dos profissionais do setor de software e serviços foi R$ 5.082 no estado do Rio, com as maiores faixas ocupadas por diretores de serviços de informática (R$ 12.796) e gerentes de tecnologia da informação (R$ 10.374). Na base, estão operadores de máquinas de escritório, com salário médio de R$ 1.603.

Apesar de  preliminares, os resultados dão margem para a elaboração de politicas públicas de apoio ao setor em todo o País, ressaltou Paret. As informações passarão, a partir de agora, por uma análise qualitativa, cruzando dados referentes ao crescimento de empregos com o aumento de empresas e entre salários e nível de escolaridade, por exemplo.

Segundo Paret, embora haja rescimento em termos de formação no setor, com ampliação do número de cursos de bacharelado, do número de alunos matriculados em cursos de bacharelado ou licenciatura em TI e de tecnólogos, fica claro que o número de formados de nível superior tem diminuído. “Estamos formando pouco mais de 2,5 mil [alunos] por ano. Pouca gente está sendo preparada. Estamos com número de formados bem menor, quando se compara com o que deveria haver em função da demanda. É um negócio preocupante.” No início da pesquisa, em 2007, eram 3,5 mil formados de nível superior.

Somando esse dado com a massa de salários, o presidente do TI Rio observou que o estado não se torna atrativo para a juventude que vai estudar computação. “Precisamos melhorar salários, melhorar o nível das empresas. Épreciso ter mais mercado, mais proteção nas empresas. Tudo isso acaba sendo variável da estagnação econômica no Rio de Janeiro na área de TI.”

Para poder competir, Paret disse que o Rio necessita de apoio de crédito, de formação de recursos humanos. “Temos infraestrutura instalada boa. A oferta de cursos de níveis superior e técnico é satisfatória. O que não é satisfatório é o número de formados, que tem caído substancialmente nos últimos dois anos, por razões variadas”. Ele destacou que, embora o Rio tenha o segundo maior mercado de TI do país, está muito focado no operacional, “e não na criação”. Segundo Paret, o estado precisa tomar medidas urgentes para enfrentar a situação, com foco principalmente no fortalecimento das empresas, por meio de ações de mercado. É necessário ainda usar a capacidade pública, por meio de eventos como as Olimpíadas, que serão em 2016 no Rio, para reverter em benefícios para as pequenas e médias empresas de TI
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Redação
Tags: setor de TI
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