No dia 20 de dezembro de 2019, às vésperas do feriado de Natal, o site americano da Amazon começou a mostrar uma mensagem para os usuários avisando que a Honey, extensão utilizada para buscar códigos de cupons válidos, poderia apresentar um risco à segurança de dados.
“A Honey monitora seu comportamento de compras particulares, coleta dados como seu histórico de pedidos e itens salvos e pode ler ou alterar qualquer dado em qualquer site que você visitar”, dizia a mensagem. “Para manter seus dados privados e seguros, desinstale esta extensão imediatamente”.
Acontece que, apesar de desconhecida no Brasil, a extensão é bastante famosa nos EUA e tem parcerias com diversos e-commerces, inclusive acordos exclusivos com a própria Amazon.
Fundada em 2012, a startup começou seu negócio unicamente no ramo de busca e aplicação de cupons, mas nos últimos anos apresentou ao mercado novos modelos de negócio, como um programa de cashback e um sistema que vasculha a Amazon a atrás do melhor preço para o produto pesquisado.
Para alguns especialistas, a relação entre as duas empresas pode ter estremecido após a extensão ter sido comprada pela PayPal pela soma de US$ 4 bilhões. Pega de surpresa pelas mensagens de segurança, a companhia desabilitou diversas funções específicas para a plataforma, a fim de que o recado não aparecesse.
Apesar de não esclarecer o motivo pelo qual decidiu publicar as mensagens, a Amazon emitiu um comunicado afirmando que “Nosso objetivo é alertar os clientes sobre extensões de navegador que coletam dados pessoais de compras sem seu conhecimento ou consentimento.”
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A decisão da Amazon gerou dúvidas pelo mercado sobre a decisão ter sido puramente por motivos de segurança ou se foi motivada após a oficialização da compra. Criado dentro da rival Ebay, o PayPal nunca foi aceito como forma de pagamento direto pela Amazon e, com a compra da Honey, a empresa pode temer que a carteira digital tenha acesso a mais dados de usuários.
Procurada, a Honey informou que se envolve regularmente com empresas de segurança para avaliar suas proteções. “Nós usamos dados apenas de maneiras que beneficiam diretamente os membros da Honey – ajudando as pessoas a economizar dinheiro e tempo – e da maneira que esperariam. Nosso compromisso está claramente estabelecido em nossa política de privacidade e segurança ”, disse um porta-voz da Honey à WIRED.
Os navegadores Firefox e Chrome (que hospedam a extensão), foram procurados para comentar o caso sob um ponto de vista mais técnico, mas não comentaram o assunto.
*Com informações da ARS Technica
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