Um recorde de vendas e faturamento: é o que a Add Value, integradora paulistana com foco em infraestrutura e, mais recentemente, cibersegurança, anunciou em coletiva de imprensa realizada nessa quarta-feira (31) em São Paulo. Foram R$ 145 milhões faturados no ano passado, crescimento de 84% em comparação ao ano anterior. Segundo a empresa, houve aumento de 25% da base de clientes – somando 550 ativos – e R$ 197 milhões em vendas.
As perspectivas da empresa para 2024 são ainda melhores, com projeção de faturamento de R$ 200 milhões. Também quer aumentar capilaridade com a criação de novos escritórios nas regiões Centro-Oeste, Sul, Triângulo Mineiro e interior de São Paulo. A ideia é mirar segmentos como finanças, saúde e agronegócio.
“Entramos em 2023 executando projetos que vinham represados desde 2022”, disse Thiago Spósito, CMO e sócio da Add Value, ao IT Forum, durante o almoço. “Nós esperávamos [o resultado positivo], mas também foi um ano de superação.”
Esse trabalho se traduz sobretudo no crescimento de uma vertical relativamente nova para a companhia, a de cibersegurança (Add Value Security, criada em 2022), que triplicou de tamanho no último ano. Enquanto isso os negócios de infraestrutura mais tradicionais da empresa, sobretudo nuvem, hiperconvergência e rede, cresceram 20%.
Pergunto ao executivo se, ao longo dos próximos anos, a vertical de segurança vai ultrapassar a representatividade das demais dentro da Add Value. A resposta é afirmativa. “A ideia é que a holding ceda aos poucos o faturamento para as subsidiárias”, disse ele, estimando que até 2026 o faturamento da “empresa mãe” responda por 20% do total do grupo, frente aos atuais 60%.
Outro anúncio importante da companhia durante a coletiva de imprensa foi a consolidação de suas marcas. Algumas marcas adquiridas ao longo dos últimos dois anos, como a HashCloud (soluções de nuvem) e a Tradesys (revenda Platinum da Citrix), além da operação de desenvolvimento de sistemas e microsserviços (Add Value Dev), vão deixar de ser conhecidas separadamente para ser apenas Add Value.
A marca da empresa passou inclusive por um rebrading. “Em 2024 vamos integrar todos os logos e tornar a Add Value um líder no Brasil e na América Latina. Nossa meta é não somente ser provedor de soluções e serviços, mas nos consolidarmos como um agente impulsionador de negócios dos nossos clientes”, disse Spósito.
A empresa nasceu em São Paulo, capital, primeiro como revendedor de soluções Citrix (empresa que representa até hoje). Há ainda regionais no Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG) e Brasília (DF), das quais atende todo o Brasil e alguns mercados internacionais. No portfólio estão fabricantes Nutanix, Akamai, Palo Alto, Darktrace, Qualys, Proofpoint, Commvault, Beyond Trust e outras.
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