Um novo estudo da Accenture relaciona a adoção estratégica de programas de cibersegurança com o sucesso dos negócios. A pesquisa Como a cibersegurança impulsiona a reinvenção das empresas para impulsionar a resiliência dos negócios (em tradução livre) identificou que as organizações que alinham objetivos com programas de cibersegurança têm 18% mais probabilidade de impulsionar o crescimento das receitas, participação de mercado, satisfação dos clientes e confiança e produtividade dos funcionários.
O estudo ouviu 3.000 executivos de 15 indústrias e 14 países, entre eles o Brasil.
A cibersegurança também influenciaria o sucesso da transformação digital. Segundo a pesquisa, as empresas que integraram ações de cibersegurança na transformação digital têm quase 6 vezes mais chances de obter transformações digitais mais eficazes. Mais de metade das empresas também reconhecem a importância de estarem seguras para iniciar qualquer processo de transformação digital.
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Entretanto, o tema não deve ser prioridade apenas das grandes empresas, alerta a Accenture. Pequenas e médias também precisam investir em cibersegurança para crescer e avançar em transformações digitais.
O estudo destacou o grupo que batiza como “empresas transformadoras cibernéticas”, que representam 30% dos entrevistados e comprovam que dar prioridade à cibersegurança faz a diferença.
De acordo com a Accenture, os transformadores cibernéticos são excelentes na gestão de riscos: eles têm seis vezes mais probabilidades do que os restantes de aplicar práticas de gestão de riscos de ponta.
As empresas que se encontram neste quadrante também utilizam mais frequentemente a cibersegurança como um serviço para melhorar as operações, com 40% delas recorrendo a terceiros ou a prestadores de serviços geridos para administrar as operações de cibersegurança e resolver a escassez de talentos, contra 24% dos restantes.
O estudo aponta que os transformadores cibernéticos estão mais empenhados em proteger o seu ecossistema: 45% deles incorporam mais frequentemente o seu ecossistema ou parceiros da cadeia de abastecimento no seu plano de resposta a incidentes, contra 37% dos restantes; 41% também exigem que estes cumpram normas rigorosas de cibersegurança, contra 29% dos restantes.
A automação também é prioridade para esse perfil de companhias. A maioria (89%) recorre à automatização, em comparação com apenas 57% dos restantes.
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