A Universidade Mohamed bin Zayed de Inteligência Artificial (MBZUAI), em Abu Dhabi, anunciou nesta terça-feira (9) o lançamento de um novo modelo de raciocínio em inteligência artificial batizado de K2 Think.
O sistema foi projetado para competir com os modelos mais avançados da OpenAI e da chinesa DeepSeek, mas com uma abordagem de menor custo e complexidade. A informação é da CNBC.
Com apenas 32 bilhões de parâmetros, o K2 Think é muito menor que o R1 da DeepSeek, que chega a 671 bilhões. Ainda assim, os pesquisadores afirmam que o desempenho é comparável aos líderes globais. O modelo foi construído sobre a base do Qwen 2.5, da Alibaba, e roda em hardware fornecido pela fabricante de chips Cerebras.
Leia também: Na liderança de TI da TIM Brasil, Auana Mattar reforça dinamismo e transparência
Segundo Hector Liu, diretor do Instituto de Modelos Fundamentais da MBZUAI, o diferencial foi combinar técnicas como fine-tuning supervisionado com cadeias de raciocínio e test-time scaling, que permite alocar mais poder computacional durante o processo de inferência. A proposta é tratar o K2 Think como um sistema em evolução contínua, e não apenas como um modelo estático.
A iniciativa integra o esforço dos Emirados Árabes Unidos em se posicionar como referência mundial em inteligência artificial, ampliando sua influência internacional e diversificando a economia além do petróleo. A parceria com a G42, empresa local apoiada pela Microsoft, reforça essa ambição.
A região, porém, enfrenta concorrência direta da vizinha Arábia Saudita, que em maio lançou a Humain, iniciativa de IA com apoio do fundo soberano PIF. O movimento coloca o Golfo em uma disputa paralela à corrida já travada entre Estados Unidos e China.
Diferentemente de modelos voltados para aplicações generalistas, como chatbots, o K2 Think foi desenhado para usos específicos em áreas como matemática, ciência e pesquisa clínica. Richard Morton, diretor da MBZUAI, destacou que o objetivo é acelerar descobertas e reduzir drasticamente o tempo necessário para análises complexas.
Para Morton, a tecnologia pode democratizar o acesso a sistemas avançados de IA em países e instituições que não possuem os recursos das potências ocidentais ou chinesas. “O que estamos descobrindo é que é possível fazer muito mais com menos”, disse.
Os benchmarks divulgados pelos pesquisadores incluem métricas de matemática, programação e ciência, como AIME24, AIME25, HMMT25, OMNI-Math-HARD, LiveCodeBenchv5 e GPQA-Diamond. Ainda que os resultados mostrem competitividade, especialistas lembram que os Emirados ainda têm um longo caminho até alcançar a escala das big techs dos EUA e da China, que acumulam anos de vantagem na corrida por modelos fundamentais de IA.
Siga o IT Forum no LinkedIn e fique por dentro de todas as notícias!
Grupos de hackers vinculados ao governo chinês representaram a maior ameaça de espionagem cibernética ao…
O CEO da Perplexity, Aravind Srinivas, confirmou à CNBC que a empresa planeja abrir capital…
por Bergson Lopes O avanço da inteligência artificial trouxe de volta um tema antigo às…
A inteligência artificial (IA) agêntica tornou-se uma das prioridades das empresas em 2026, mas a…
O ano de 2025 representou um marco para a indústria de óleo e gás do…
A Marvell Technology passará a integrar o índice S&P 500 a partir de 22 de…