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Resiliência: a força feminina na cibersegurança

*Por Isabel Silva

Ser mulher na cibersegurança é enfrentar desafios diários e, ainda assim, permanecer firme. Entre linhas de código e ameaças digitais, a resiliência feminina se destaca como um diferencial essencial. Ninguém é mais resiliente do que a mulher, e isso se reflete no mundo corporativo, especialmente em um setor tão dominado por homens. E aqui não se trata da tão falada Guerra dos sexos, mas sim de uma constatação no dia a dia.

A experiência feminina na resiliência é inquestionável. Desde sempre, somos treinadas a lidar com vários desafios ao mesmo tempo: “um olho no peixe, outro no gato”. Equilibramos responsabilidades, enfrentamos pressões hormonais e lidamos com um mercado que nos exige habilidades técnicas e emocionais constantemente afiadas.

O mundo da tecnologia é majoritariamente masculino, antigamente e talvez até hoje, as mulheres não eram incentivadas a investir na carreira de TI. Para nos destacarmos, precisamos entrar nas conversas, participar dos debates e demonstrar nosso potencial. Isso exige antifragilidade, pois a insegurança muitas vezes ronda as mulheres nesse setor.

Leia também: Contra o medo, destemor: Ana Cerqueira e a luta por espaço na segurança digital

A maternidade é um dos dilemas mais significativos na carreira, não só em TI. Ter filhos ou não? Como conciliar a vida profissional dinâmica com a maternidade? Essas são perguntas que nos acompanham ao longo dos anos. Ser resiliente significa entender que esses desafios existem e que é possível superá-los sem renunciar a nossos projetos pessoais.

Além disso, há um fator adicional: a idade. Depois de certo tempo, o etarismo se torna outro obstáculo. No entanto, é preciso mentalizar que a bagagem adquirida ao longo dos anos é um dos maiores patrimônios que temos. Força, conhecimento e experiência são valores que precisam ser reconhecidos, respeitados e valorizados, começando por nós mesmas.

Para seguir na cibersegurança, a mulher precisa se posicionar, investir na carreira como qualquer outro profissional e acreditar no próprio potencial. Não há certo ou errado, mas sim a necessidade de clareza sobre os objetivos para evitar frustrações. Acima de tudo, é fundamental não permitir que outros subestimem nossa capacidade, um bom profissional não é definido pelo sexo, mas sim pelo empenho, capacidade e investimento em sua carreira.

A diversidade de gênero não é apenas uma questão de inclusão, mas também de eficácia. Equipes diversas são mais criativas, colaborativas e eficientes na solução de problemas complexos. O futuro da cibersegurança dependerá cada vez mais da presença de profissionais que tragam diferentes experiências e abordagens para garantir a segurança digital global.

Oportunidades surgem a todo momento, e cabe a nós agarrá-las. Cada profissional tem suas características – algumas são mais técnicas, outras mais humanas – e o segredo está em saber explorar nossos pontos fortes. As mulheres têm provado que a resiliência é um dos pilares da cibersegurança moderna. Ao enfrentar desafios, quebrar estereótipos e se destacar em um setor altamente competitivo, elas estão moldando um futuro mais seguro e inovador para o mundo digital.

Ser mulher e mais experiente no mercado de cibersegurança é um duplo desafio, mas também uma grande vantagem. A resiliência nos torna preparadas para qualquer batalha, e o setor de TI precisa, mais do que nunca, da nossa força, da nossa visão e da nossa capacidade de enfrentar qualquer adversidade. Que possamos continuar ocupando espaço, rompendo barreiras e mostrando que ninguém é mais resiliente do que uma mulher na cibersegurança.

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