A quantidade de lares com banda larga no País ainda deixa a desejar. O Brasil perde para alguns vizinhos em número de acesso e a mudança de cenário não ocorrer no curto prazo. Uma pesquisa divulgada pela Profuturo/FIA aponta adoção em massa da internet rápida apenas para 2020, quando classes menos abastadas também desfrutarão dos benefícios da banda larga.
De acordo com o estudo, um dos maiores avanços será na classe C; este segmento econômico que, em 2008, tinha apenas 7% das conexões em banda larga terá, em 2020, 60%. Mas os ganhos serão vistos em todas as camadas sociais. Entre os integrantes da classe A, por exemplo, haverá 99% de conexões de internet rápida em 2020, enquanto na classe B a penetração será de 90%. As classes D e E também se destacam, sairão de 1% de conexões rápidas em 2008 para 25% em 2020.
Em comunicado enviado à imprensa, o professor James Wright, coordenador do Profuturo e um dos autores da pesquisa, o barateamento da banda larga, impulsionado pelo Plano Nacional de Banda Larga, em discussão no governo, e o incentivo para compra de PCs liderarão essa guinada na adoção da internet rápida no País.
O estudo aponta ainda que essa popularização da banda larga será revertida em um aumento do Produto Interno Bruto (PIB).
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