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5 tecnologias de internet das coisas para os próximos dois anos

A internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) representa um potencial enorme de investimento para os próximos anos. Só em 2016, a previsão é de que 3,5 milhões de coisas conectadas estejam em uso, o que representa 87% do total ativo de IoT para consumidores. Seguindo esse ritmo, a expectativa é de chegar a 10,6 milhões de unidades em 2020, de acordo com levantamento realizado pelo Gartner.
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“A internet das coisas exige uma extensa gama de novas tecnologias e habilidades que muitas organizações ainda têm de dominar”, afirmou Nick Jones, vice-presidente e analista do a empresa. Nesse cenário, a consultoria listou tendências de tecnologias IoT que devem estar no radar de cada organização nos próximos dois anos. Confira.
1. Segurança
Tecnologias de segurança serão necessárias para proteger dispositivos IoT e plataformas de ataques de informação e adulteração física, para criptografar comunicações, e endereçar novas ameaças como ataques de negação de sono (denial-of-sleep attacks, em inglês), os quais drenam baterias. A parte mais sensível é que muitas “coisas” usam processadores simples e sistemas operacionais que não suportam abordagens sofisticadas de segurança.
2. Analytics
Modelos de negócios IoT irão explorar as informações coletadas pelas coisas de muitas formas – por exemplo, para entender o comportamento do usuário, entregar serviços, melhorar produtos, entre outros. No entanto, a tecnologia exige novas ferramentas analíticas e algoritmos. Com o volume de dados crescendo exponencialmente até 2021, as necessidades da internet das coisas podem divergir para além das análises tradicionais.
3. Gestão de dispositivos-coisas
As coisas irão precisar de monitoramento e gerenciamento, incluindo monitoramento de dispositivos, atualizações de firmware e software, diagnóstico, análise de incidentes e relatórios, gerenciamento físico, e gerenciamento de segurança. A internet das coisas também traz novos problemas em escala para tarefas de gestão. Ferramentas devem ser capazes de gerenciar e monitorar milhares e talvez milhões de dispositivos.
4. Redes IoT de curto alcance e baixo consumo de energia e redes de ampla cobertura
Selecionar uma rede wireless para dispositivos IoT envolve o equilíbrio entre muitas exigências conflitantes, como bateria, largura de banda, custo do terminal e operacional. Redes com baixo consumo de energia e de curto alcance irão dominar a conectividade na era IoT até 2025.
Com relação às redes de ampla cobertura, redes de celular tradicionais não entregam uma boa combinação de recursos técnicos e custo operacional para aplicações IoT que precisam cobrir uma ampla área e com uma largura de banda relativamente baixa, bom tempo de bateria, baixo hardware e custo operacional, e densidade conexão de alta.
O objetivo no longo prazo para a rede de ampla cobertura é entregar taxas de dados de centenas de bits por segundo (bps) para dezenas de kilobits por segundo (kbps), com uma cobertura nacional com bateria que dure mais de 10 anos, com custo de US$ 5 para hardware do terminal e suporte para milhares de dispositivos conectados a uma estaçã-base. As primeiras redes de baixo consumo e ampla cobertura (LPWANs) foram baseadas em tecnologias proprietárias, mas no futuro, padrões como Narrowband IoT (NB-IoT) irão dominar este espaço.
5. Ecossistemas
Muitos ecossistemas da internet das coisas irão surgir, e as batalhas comerciais e técnicas irão dominar segmentos como casas inteligentes, cidades inteligentes e saúde. Fabricantes de produtos podem ter de desenvolver variantes para suportar diversos padrões ou ecossistemas e deverão estar preparados para atualizar produtos durante o seu ciclo de vida, à medida que padrões evoluem e novos padrões e APIs relacionados surgem.
Sistemas operacionais tradicionais, como Windows e iOS, também terão que mudar, porque eles não foram projetados para aplicações de IoT. Ou seja, consomem muita energia e precisam de processadores rápidos e, em alguns casos, recursos como resposta em tempo real. Portanto, novos OSs irão surgir.
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Published by
Redação
Tags: internet das coisas
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