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5 mitos sobre o metaverso que indicam que a Web 3.0 veio pra ficar

O metaverso e a Web 3.0 estão longe de ser uma moda passageira, concluiu uma pesquisa realizada pela Russell Reynolds Associates feita com líderes globais. Entre os entrevistados, 44% afirmaram que suas empresas estão tomando medidas estratégicas para se preparar para o metaverso. Diante desse cenário, o estudo destacou a importância do preparo dos líderes para desenvolverem uma mentalidade tech first e criar outras possibilidades de negócios, independente do cargo que ocupam e do setor de atuação da empresa.

“O metaverso integra o próximo salto tecnológico e provocará mudanças significativas nas formas de trabalho, consumo e entretenimento”, indica Tatyana Freitas, líder da prática de Tecnologia & Digital da Russell Reynolds Associates. “Para se sobressair nesse cenário, é preciso visão e perspicácia para impulsionar o crescimento dos negócios com as novas tecnologias. Empresas que compreendem a evolução do papel do líder de Tecnologia e alinham as mudanças culturais com a nova estratégia estão mais preparadas para promover uma rápida inovação e formar um time de líderes capacitados para acompanhar a curva de crescimento a curto, médio e longo prazo”, completa.

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O estudo “Ainda acha que o metaverso é uma palavra da moda?” também destacou cinco mitos comuns que rondam a proposta do metaverso entre os líderes e o que as organizações podem fazer para se preparar para o futuro. Confira:

Empresas não estão preocupadas com o metaverso

A pesquisa da Russell Reynolds constatou que 80% dos líderes tiveram o potencial do metaverso como tema de discussões de estratégia dos negócios. Embora um terço dos executivos não tenha se movimentado em relação ao tema, quase metade (44%) definiu ações estratégicas e outros 16% estão se preparando para isso.

O metaverso é uma preocupação exclusiva das empresas de Tecnologia

A construção de um ambiente que combina o virtual com o físico pode trazer novas possibilidades de negócios para diferentes setores da economia. O estudo indica que no lugar de videogames e óculos de realidade virtual, por exemplo, as companhias B2B estão focadas em oferecer soluções inovadoras no planejamento de cidades, na fabricação de carros e simulando como as cadeias de suprimentos podem operar com Sustentabilidade em seus núcleos. Não é à toa que são as empresas do setor de Recursos Naturais que mais estão se planejando para o metaverso, com 69% adotando medidas estratégicas, seguidas pelas empresas de Consumo, 67%, e de Tecnologia, 55%.

Diretores de Metaverso são uma tendência passageira

Embora apenas 7% dos líderes entrevistados tenham um diretor de Metaverso, a criação do cargo não está relacionada a manter as aparências, mas sim ao posicionamento estratégico, ao canal de inovação, aonde estão na curva de crescimento e à abordagem de marketing no momento da nomeação. Boa parte das empresas, 41%, por exemplo, optou por expandir as responsabilidades de diretores já estabelecidos, como Chief Technology Officer (CTO) e Chief Data Officer (CDO), enquanto outros 35% estão criando funções especializadas em níveis abaixo do C-suíte para formar um banco de talentos aptos para crescer juntamente com a estratégia quando for a hora certa.

Apenas profissionais de TI estão envolvidos no metaverso

Essa não é apenas uma questão técnica, mas também uma questão cultural, social e ética, destaca o estudo. Por isso, os líderes envolvidos nas estratégias do metaverso devem ter uma visão 360º e multidisciplinar, considerando as expectativas e as necessidades de stakeholders internos e externos. Boa parte dos projetos é desenvolvida por times de Pesquisa & Desenvolvimento, Inovação, Produto, Tecnologia da Informação, Marketing e Digital, mas muitas questões dependem também da contribuição de equipes financeiras, jurídicas, de Recursos Humanos e Supply Chain, entre outras.

Mercado de metaverso é dominado por startups

Embora elas possam ter vantagens em termos de agilidade e inovação para se adaptar rapidamente às mudanças e desenvolver novas tecnologias, não são as únicas a explorar e oferecer soluções. De acordo com a Russel, entre as empresas que estão adotando ações estratégicas para se preparar para o metaverso, 22% são de capital aberto, o mesmo volume de companhias apoiadas por capital privado e fundos de investimentos, enquanto 31% são de capital fechado.

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