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5 lições para um BI mais ágil

As equipes de TI responsáveis por manter o negócio informado têm investido muito recurso para definir o ciclo de vida de sistemas como o business intelligence (BI) de forma cuidadosa e metódica. Geralmente, funciona assim: reúnem requerimentos de usuários do negócio. Desenham um modelo de dados que suportem esses requerimentos. Sondam recursos de dados. Carregam todos os dados em esquema estilo estrela. Desenvolvem objetos de BI. Lançam o produto final para o usuário-final.

Infelizmente, a jornada para alcançar a perfeição, geralmente, resulta em nada além de uma idealização. Focamos em criar a fábrica perfeita, e, uma vez criada, ela produziria, automaticamente, o produto perfeito. O problema é que, quando se trata de BI, perfeição é questão de contexto. O que é considerado ideal durante o processo de requerimentos, não é tão bom agora. É culpa do usuário do negócio que o contexto mudou? Claro que não, mas a verdade é que, assim como as empresas precisam de agilidade para obter sucesso, o processo pelo qual entregamos análises de BI também precisa de flexibilidade. Agilidade é alcançável. Perfeição, não.

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Abaixo, destacamos cinco elementos que, quando juntos, promovem um ambiente de BI corporativo ágil:

1. Desenvolvimento Ágil

Ciclos de desenvolvimento de armazenamento de dados tradicionais são buracos negros. Já vimos levar meses para que um usuário de negócio tenha as análises necessárias transformadas em relatórios operacionais com dados significativos. Precisamos melhorar isso urgentemente.

No nível mais alto, metodologias de desenvolvimento comuns, como Scrum e Extreme Programming são aplicadas ao problema. A premissa fundamental é a necessidade de um processo ágil e repetitivo que reduza ciclos de desenvolvimento e acelere o tempo de distribuição de pedidos de BI. Não há razão alguma para não entregar valor ao usuário final em semanas – ou, talvez, dias ou horas – em vez de meses. Uma metodologia ágil pode mudar, fundamentalmente, como seus usuários recebem o valor dos serviços de BI de forma positiva.

2. Gerenciamento ágil de projetos

O desenvolvimento ágil requer gerenciamento ágil de projetos. Em um processo hierárquico tradicional, o planejamento é feito no início do trabalho e os resultados, muitas vezes, em pesados cronogramas de 100 mil linhas de trabalho. Em contraste, o gerenciamento ágil de projetos foca em planejamento, execução e feedback contínuos, em que:

– O planejamento é feito no início de cada ciclo;

– Sessões de ?aprendizados? são feitas ao final de cada ciclo, não ao final do projeto;

– O foco pode ser alterado durante o desenvolvimento – sim, a agilidade permite e, até certo ponto, incentiva alterações e lida com isso ao mudar a prioridade dos resultados.

O gerenciamento ágil de projetos entrega ótimos benefícios tanto à TI quanto ao negócio. Requerimentos são precisos e claros. O risco de resultados falhos é reduzido, já que cada ciclo entrega novos conjuntos de funcionalidades úteis. A qualidade se torna parte do desenvolvimento, já que bugs são descobertos e consertados cedo. 

E quanto aos gerentes de projetos? É possível contornar ciclos de revisão, análises detalhadas e aprovações oficiais? No final das contas, o que importa de verdade é o retorno sobre o investimento, que tende a ser enorme quando práticas ágeis são implantadas, porque os resultados se alinham melhor com as necessidades do negócio – fato que usuários podem confirmar. O gerenciamento ágil de projetos faz uma abordagem monolítica e estruturada de documentação e aprovação e mantém apenas o essencial: gráficos de uma página só e aprovações verbais quando as demonstrações são boas o bastante.

3. Infraestrutura ágil

A infraestrutura padrão de BI é mais ou menos assim: a informação vai das fontes de dados para o armazenamento operacional e warehouse de dados via ETL (extract, transform and load) e é fornecido aos usuários, na maioria das vezes, como relatórios em uma interface thin-client.

A pergunta é: como podemos otimizar essa arquitetura para aproveitar ao máximo a abordagem de desenvolvimento ágil?

Não podemos fazer muito quanto às fontes de dados; a empresa pode nem sequer ser responsável por todas. Por outro lado, há muito que podemos fazer para melhorar a camada de integração de dados. Fornecedores como a Composite Software, IBM e Informatica oferecem ferramentas para integração de dados sem a necessidade de movê-los fisicamente. A integração acontece em uma camada virtual; a fonte de dados é armazenada em cache no servidor de virtualização e atualizada, quando necessário, pelo negócio ou conforme concordado com o responsável pela fonte de dados.

A integração virtual permite que o usuário de negócio visualize dados no início do ciclo de desenvolvimento, o que ajuda a refinar os requerimentos. Tal arquitetura sustenta, também, BI em tempo quase real com mais facilidade do que o modelo ETL padrão.

4. A Nuvem e o BI ágil

Quando a nuvem faz sentido para BI e como pode melhorar sua agilidade? Empresas sem programas de BI devem olhar para nuvem cuidadosamente, como uma forma de iniciar suas atividades. Com serviços em nuvem, BI e ETL podem ser oferecidos na modalidade de software como serviço (SaaS, da sigla em inglês). Empresas com sistemas internos problemáticos podem usar a nuvem para evitar upgrade de hardware e software.

Outro cenário que pode se beneficiar com a nuvem é quando fontes de dados alimentam mudanças em armazenamento de dados. Digamos, um sistema legado é substituído por um sistema comercial, pronto para o uso – todo o mapeamento fundamental e infraestrutura de BI precisam ser refeitos. Quando um sistema ERP é adotado para eliminar uma grande quantidade de aplicativos nativos, talvez, existam módulos de BI associados ao pacote de ferramentas que possam ser implantados na nuvem. A maioria das empresas opta por uma abordagem híbrida. Lembre-se, onde um sistema é hospedado não é tão importante quanto a velocidade e a qualidade do serviço oferecido ao usuário.

5. A TI e o BI ágil

A agilidade é orientada pela necessidade de servir usuários finais. É questão de ser sempre relevante e capaz de responder. Para alcançar eficiência máxima, a TI precisa interagir com o negócio e se conectar com seus problemas. Uma equipe de BI com alta circulação entre projetos terá mais dificuldade em aproveitar as lições aprendidas.

Por fim, tenha cuidado com a burocracia, que geralmente é imposta por processos impregnados e gerentes de projetos. Executivos e profissionais de TI devem se comprometer completamente com o desenvolvimento ágil. Só assim a necessidade por velocidade pode ser refletida na infraestrutura de BI.

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Redação
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