All Rights ReservedView Non-AMP Version
IT Forum
  • Homepage
  • Notícias
Categories: Notícias

100+: Fundação Bradesco, 10º lugar, tem meta ambiciosa

Pelos corredores das 40 escolas da Fundação Bradesco

espalhadas Brasil afora, além dos 106 centros de inclusão digital, passam cerca

As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada

de 2,8 mil funcionários, sendo 1.199 professores. Estas pessoas carregam na

mente um mantra repetido e frisado em todas as ações e investidas da

instituição e que atinge também os 50 mil alunos que a rede atende apenas na

educação básica: ser a melhor escola em cada Estado até 2012. Tudo que se faz dentro da

fundação – inclusive em TI – tem como premissa garantir este resultado. E, até

o momento, tudo caminha para o sucesso.

Trata-se de um objetivo ambicioso e que deve ser acompanhado

de perto, sobretudo em um País

onde dados relacionados à educação apontam para desafios complexos. O Censo

Escolar da Educação Básica de 2009, divulgado recentemente pelo Ministério da

Educação (MEC), revelou que 1,2 milhão de alunos estão fora da escola neste ano.

O número de matriculados na educação básica – levando-se em consideração redes

pública e privada – foi 2,3% inferior ao de 2008.

Outro exemplo da precariedade do sistema é um relatório

divulgado no início do ano pelo Movimento Todos Pela Educação. A organização

não-governamental mostrou que, em 22 das 27 capitais brasileiras, os alunos da

rede pública não atingiram as metas de aprendizagem de língua portuguesa na 4ª

série do ensino fundamental.

Esse fantasma que assombra o sistema público por vários anos,

entretanto, passa longe da Fundação Bradesco. Com respaldo de um dos maiores bancos

do País, a instituição tem todo o suporte para evoluir e não apenas quando se

fala de bons educadores. No total, são R$ 231 milhões de recursos e a TI conta

com R$ 17 milhões para investir em soluções que melhorem a qualidade das aulas.

Deste total, R$ 4 milhões são voltados para inovação. O dinheiro está rendendo

frutos. Prova disto é a classificação em 10º lugar da instituição no ranking

geral de As 100+ Inovadoras no Uso de TI

e a primeira posição na categoria serviços: diversos.

Para acompanhar o desempenho das escolas, por exemplo, a Fundação

conta com um painel touchscreen em

cada unidade e nos pátios das escolas, já que os alunos também se interessam em

saber se o colégio está ou não dentro do esperado. A comparação é feita sempre

em relação à melhor escola da região. Os indicadores que alimentam o software

de business intelligence (BI) fazem

parte do Índice de Eficiência Operacional (IEO), elaborado pela fundação. O IEO

é composto por diversos dados como evasão e aprovação, sendo que 50% é

referente ao resultado do Enem. “Hoje, somamos 6,5; a meta é 7,5. Estamos acima das particulares”, comemora

Nivaldo Marcusso, CIO da Fundação.

Sala do futuro

O índice, entretanto, é apenas uma parte da rotina da

Fundação, que conta com diversos projetos em andamento e um centro de

tecnologia instalado em Campinas, a cerca de 100 quilômetros de

São Paulo. Neste local, 40 pessoas entre pesquisadores e analistas trabalham em

cima de tecnologias que podem ser usadas hoje ou serão aplicadas amanhã. A

escola da fundação instalada na mesma cidade acaba servindo como uma espécie de

laboratório de teste. Se der certo lá, o projeto é replicado nas demais

unidades. O centro conta com o que Marcusso chama de sala do futuro, um

ambiente com tudo o que há de mais inovador em termos de tecnologia

educacional.

“Para 2010, nosso projeto será adoção de RFID [identificação

por radiofrequência] para controlar a entrada do aluno na sala por meio de um dispositivo

colocado no crachá”, conta. Trata-se de algo bastante audacioso, mas que

facilitará o trabalho do professor, garantirá segurança e, talvez a parte mais

interessante do projeto, será possível monitorar o comportamento do aluno. Um

sensor estará instalado nas portas das salas de aula e as informações captadas

serão suficientes para monitorar presença. Como haverá sensores em outras

partes da unidades, a instituição poderá saber em qual espaço os alunos passam

mais tempo (biblioteca, cantina, laboratórios) e, com isto, direcionar algumas

atividades.

Mas os alunos da Fundação Bradesco terão mais novidades num

futuro próximo. “Além da RFID, testaremos iluminação LED, que gera economia de

60%. Ainda é caro, mas a ideia é que o professor também seja identificado por

RFID. Se for uma aula de matemática, a luz fica mais intensa”, detalha. Tudo isto

baseia-se em estudos de um parceiro da Coréia do Sul, país que o CIO classifica

como líder em tecnologia educacional. Para aulas de humanas, por exemplo, a luz

fica menos intensa.

As 108 pessoas do departamento de TI têm outras atribuições

também. Em cada escola existe um analista de suporte. Um dos maiores esforços

do setor de tecnologia está na redução do uso de papel. “O projeto paperless consiste em digitalizar e gerenciar o conteúdo. É

uma parceria com a Kodak. Começamos no fim de 2008 e vai até 2010.” De acordo com o

executivo, isto faz parte da otimização do processo. Só esta iniciativa conta

com R$ 1,2 milhão de investimento. Mas a economia deve ser grande: R$ 5 milhões

apenas no primeiro ano.

Feliz com os resultados que a TI tem conseguido, Marcusso

reconhece que seu papel na instituição, atualmente, vai muito além da

tecnologia. “Elaboro plano de estratégia, inovação, operação.” Hoje, eles

possuem parceria com o Keris, centro de inovação do governo sul-coreano, e

também com o MIT. De acordo com o executivo, a tendência é que, em breve, ele

passe a enviar os pesquisadores da Fundação para troca de experiências nesses

centros internacionais. “Inovação com estratégia ajuda a trazer resultado.

Tecnologia em educação não necessariamente traz resultado no curto prazo”,

ensina.

Leia também:

Confira o especial completo sobre a nona edição de As 100+ Inovadoras.

Next Gartner: transferência bancária será aplicação móvel mais popular em 2012 »
Previous « Leilão de OPA da GVT não acontece por falta de adesão
Share
Published by
Redação
17 anos ago

    Related Post

  • Lula defende regulação da IA no G7 e destaca posição do Brasil
  • China pressiona por regras globais de segurança em IA durante reunião do G7
  • SpaceX supera Amazon em valor de mercado após disparada das ações pós-IPO

Recent Posts

  • Notícias

HPE firma aliança com 8 empresas para avançar em computação quântica híbrida

A computação quântica ainda não tem aplicação comercial em escala. A Hewlett Packard Enterprise (HPE)…

10 horas ago
  • Notícias

China pressiona por regras globais de segurança em IA durante reunião do G7

A China voltou a defender a criação de mecanismos internacionais de governança para inteligência artificial…

11 horas ago
  • Notícias

SpaceX supera Amazon em valor de mercado após disparada das ações pós-IPO

A SpaceX alcançou um marco importante e histórico poucos dias após sua estreia na bolsa…

12 horas ago
  • Notícias

IA é estratégica para 99% das empresas, mas avanço ainda esbarra em maturidade e orçamento

A inteligência artificial já entrou no radar estratégico das empresas brasileiras, mas sua adoção ainda…

13 horas ago
  • Notícias

Para Domingos Bruno, o CIO do futuro deve priorizar comunicação e gestão de pessoas antes mesmo de falar de tecnologia

Na visão de Domingos Bruno, especialista do IT Forum Inteligência, o CIO do futuro não…

13 horas ago
  • Notícias

Lula defende regulação da IA no G7 e destaca posição do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou a posição brasileira sobre governança digital e inteligência…

14 horas ago
All Rights ReservedView Non-AMP Version
  • L