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100+: empresas da categoria serviços diversos focam na TI que gera lucro

Na Serasa Experian, empresa de análises e informações para decisões sobre

crédito e negócios, a modernização em TI é gerida pelo modelo conhecido como

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inovação aberta (open innovation). “Trata-se de um processo estruturado

em que, por meio de uma rede colaborativa, todos os públicos e entidades de interesse

da empresa dão a sua contribuição para novas ideias, seja para prospecção pura,

seja para lançamento de produtos e serviços”, explica o CIO, Dorival Dourado Jr,

que, recentemente, foi promovido a vice-presidente da Experian Marketing

Services, nos Estados Unidos, e acumula as funções. Faz três anos que a

companhia experimenta o modelo que a leva a olhar para fora das suas

fronteiras. “Dá mais trabalho, mas os resultados são muito satisfatórios”, diz

o executivo, que agora está empenhado em ampliar a plataforma colaborativa para

integrar ainda mais uma cadeia que envolve desde clientes e fornecedores até

universidades e institutos de pesquisa. “Temos metodologia  para

estabelecer fóruns de discussão e parcerias com entidades que nos interessam.”

Inovação em TI na Serasa, vice-campeã entre as empresas agrupadas na categoria

serviços diversos (entre elas educação, consultoria, call/contact center etc),

é encarada de forma pragmática. “Tudo relacionado ao tema tem de gerar valor na

ponta do negócio, com o detalhe de que, quando se fala em negócio aqui, está se

falando em TI e vice-versa, porque todos os nossos serviços são baseados em

tecnologia”, define Dourado.

É essa relação umbilical que leva o executivo a descartar o termo

alinhamento da TI com o negócio e preferir a palavra integração. “Alinhamento

significa que a TI entendeu o plano estratégico e cuidará de prover sustentação

à visão do negócio. A integração, por outro lado, significa que a TI nasce

junto com o planejamento, que é o nosso caso”, explica.

A área de tecnologia da Serasa conta com 500 profissionais que desenvolvem

projetos suportados por um orçamento equivalente a 14% do faturamento. “Nenhum

centavo a menos neste ano”, ressalta Dourado. O departamento está dividido em

quatro pilares. O primeiro, batizado de delivery, responde pelo

processamento e entrega dos serviços aos clientes, em regime 24 por 7. O

segundo é onde ocorre o desenvolvimento dos softwares, que são os produtos e

serviços oferecidos pela Serasa ao mercado. “São 200 profissionais somente para

isto”, diz o CIO. O terceiro pilar é a área que cria soluções diferentes das

ofertas tradicionais da empresa, combinando componentes de mercado e da própria

Serasa e outros feitos sob medida. A parte de segurança, em que o principal

produto é o sistema de assinatura digital, constitui a quarta unidade que

integra a TI da Serasa.

Para ilustrar a importância da inovação em qualquer cenário, Dourado informa

que em 2008 a

empresa substituiu os seus mainframes com vistas à modernização e ao aumento da

capacidade de processamento. “Foi um investimento pesadíssimo, em um momento em

que o mundo estava caótico”, lembra.

O executivo também destaca a criação de uma camada de tecnologias para

integração de todos os ativos de TI da corporação. “Com ela, reduzimos custos e

melhoramos o time to market, porque

conseguimos remontar e construir novos produtos em um ciclo muito curto”, conta.

As vantagens para os clientes são velocidade no atendimento, custos mais

atrativos e soluções sob demanda. “Temos um cliente da área de cartões de

crédito que melhorou muito o seu ciclo de negócio. A solução sob medida para

análise e inclusão de clientes lhe rendeu aumento de 5% no desempenho, ou seja,

expansão do mercado, produtividade e novas receitas”, justifica.

A  Serasa está entre as 23% deste setor que têm um departamento de TI com

objetivos de mercado, margem e faturamento, ou seja, vende tecnologia

internamente e tem lucros ou perdas. “A vantagem disso é tratá-la como um

negócio, uma empresa real que trabalha para dentro e para fora de suas

fronteiras”, defende Dourado. O departamento toca em média 150 projetos por ano

e conta com programa de redução de custos por meio de ganhos de escala com

modernização.

 

Pioneirismo premiado

No comando da TI há mais de dez anos, José Augusto Pereira Brito, CIO do

Instituto Presbiteriano Mackenzie, terceira colocada na categoria serviços diversos,

enfrenta diariamente a dupla tarefa de integrar a tecnologia tanto aos

processos administrativos quanto aos  educacionais. Com 80% da demanda

pelos seus serviços oriundos da área educacional, o executivo precisa se

adiantar a muitas tendências tecnológicas. Um exemplo é a implementação, em

2002, do  Club for You, um portal de aprendizagem colaborativo para alunos

e professores do  Colégio Mackenzie. O portal funciona nos moldes da atual

web 2.0. 

Na sua segunda fase, o projeto se expandiu gradativamente até atingir, em 2007, a universidade e toda

a instituição, por meio da implementação do sistema de gerenciamento de

aprendizagem Moodle, um  software desenhado para ajudar educadores a criar

cursos online. “Um ano depois,  em 2008, todos os professores e mais de 40

mil alunos já estavam integrados ao sistema”, diz o CIO. Como fatores críticos

de sucesso, ele ressalta o apoio total da reitoria da instituição e a conquista

da confiança dos professores, para quem foram criados ambientes amigáveis para

capacitação. “Com isto, conseguimos que se sentissem confiantes com o ambiente

virtual diante de alunos que são, em geral, craques em informática. Eliminamos

as eventuais rejeições à inovação”, defende Brito.

O projeto é apenas uma das iniciativas pioneiras do instituto, que começou a

experimentar ainda em 2001 a

rede de comunicação Wi-Fi, que hoje cobre as salas de aula da maioria dos

prédios, espaços de convivência e auditórios. O CIO, que chegou à empresa em

1998 disposto a “sonhar grande”, rodou o mundo em visitas a instituições de

ensino mais avançadas no uso de tecnologias aplicadas ao ambiente educacional.

Atualmente, ele está voltado para a atualização do data center, para a

virtualização e consolidação de servidores, para avanços na área de storage e para a construção de uma sala

de gerenciamento com monitores LCD. A instituição também está atualizando o core central da sua rede, trabalhando

com convergência  e comunicação unificada, e finalizando a implantação do

BSC (balanced scorecard). “O BSC será

o olhar da alta administração sobre o desempenho, de acordo com o que foi

planejado.”

Leia também:

Confira o especial completo sobre a nona edição de As 100+ Inovadoras.

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Published by
Redação
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