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100+: em busca da competitividade máxima

A fatia do

orçamento de TI destinada à experimentação nas empresas do setor público apresentou

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o maior crescimento proporcional entre 2008 e 2009 (81%), passando de uma média

de 6% para 10% – em 2007, este setor não tinha uma categoria específica. A

diferença é de quase o dobro em relação ao segundo colocado, o segmento de

serviços diversos, que obteve índice de 42% neste período.

A

explicação para esse salto nos budgets

de TI está na história recente da economia brasileira. Várias empresas passaram

por processos de privatização, no fim dos anos 90 ou foram diretamente

impactadas por políticas governamentais. Retiradas do ambiente confortável

junto ao governo e lançadas na briga diária por competitividade do mercado, as

companhias passaram alguns anos arrumando-se internamente. Após a adaptação à

nova realidade, a área de TI começa agora a passar de centro de custos para

apoio às estratégias de negócio.

Essa

transformação tem sido rápida e abrangente. O estudo As 100+ Inovadoras aponta que 56% das áreas de TI das empresas participantes

são vistas como centros de investimento nas estruturas financeiras

corporativas. Para 78% delas, a missão da TI é alcançar os objetivos de negócio

pelo uso da tecnologia

Um exemplo

claro desse cenário está na Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista

(CTEEP), segunda colocada no setor e 40ª no geral. Após ser privatizada, em 2006, a empresa passou

alguns anos tratando de se estruturar internamente. Nesse tempo, a TI teve de

lidar com um legado tecnológico que causava mais transtornos do que sorrisos

para técnicos e usuários de negócio. A situação começou a mudar em 2008.

A CTEEP

renovou o parque de TI e adotou uma política ampla de virtualização, inclusive

para desktops. Um novo data center layer

3 foi implantado e o ERP, modernizado. A empresa se prepara para instalar o

sistema de BI no departamento financeiro, já que em operação e manutenção ele é

realidade. “Estamos saindo da defasagem a passos largos”, aponta o gerente-corporativo

de TI, Matheus Araújo.

O futuro

para o setor mostra-se promissor. Os departamentos de TI estão sendo

reconstruídos ao mesmo tempo em que são posicionados para a inovação e o

suporte às políticas de ganhos de competitividade nos negócios. “Estamos lidando

com uma nova realidade neste tipo de empresa e isto tem mudado nosso foco para

a prestação de serviços e a criação de valor para as empresas”, define Araújo.

Com esse

novo cenário, a troca de informações entre o time técnico e as áreas de negócio

nunca foi tão grande. Tanto que quando perguntadas se existe compartilhamento

de conhecimento nos processos de inovação, 100% das pesquisadas responderam que

sim. “O segredo é fazer todos conversarem sempre e medir os ganhos conseguidos

com isto”, explica o gerente de TI da Câmara de Comercialização de Energia

Elétrica (CCEE), Paulo Vassalo. A empresa é responsável pelo gerenciamento de

todos os contratos de negociação do sistema elétrico brasileiro. Mas, em vez de

se transformar em um centro de burocracia, tem se mostrado um exemplo de e-business moderno.

Todos os

processos da TI da CCEE, campeã da categoria e 32º lugar no geral, são

automatizados e contam com um repositório padronizado. Não há uma área da

empresa que não tenha contato diário com os grupos técnicos focados na inovação

e, recentemente, por conta da modernização da plataforma principal que controla

o sistema elétrico nacional e roda sob a guarda da câmara, a empresa agregou

vários outros agentes do setor às discussões destas equipes. É comum encontrar

nas reuniões o pessoal de TI, os funcionários de negócio e representantes de

governo, geradoras, transmissoras e distribuidoras de energia elétrica sentados

à mesma mesa. “Por aqui não existe mais TI descolada do negócio”, comenta

Vassalo.

Soluções rápidas

Outra

empresa em destaque no setor público de As 100+ Inovadoras é uma exceção. O Banco Central do Brasil (BC) atua num

segmento onde a rapidez e a inovação são parte do negócio. O sistema financeiro

foi um dos primeiros a perceber as vantagens da economia digital e isto faz das

empresas que atuam nesta área grandes usuárias de tecnologias modernas.

O BC se

prepara para implantar etiquetas inteligentes de identificação por

radiofrequência (RFID, na sigla em inglês) para controlar os bens patrimoniais,

como móveis e equipamentos. O gerenciamento será feito remotamente e deve

simplificar a contabilidade da empresa. Em 2009, a instituição

modernizou o sistema que cuida das reservas nacionais. Também automatizou o

saneamento de meio circulante, permitindo maior controle na emissão e

distribuição de moeda no País.

Durante a

crise, a TI do BC reformulou todo o aparato que controla os depósitos

compulsórios para melhorar a oferta de crédito ao consumidor. “Não pode haver

falhas nos nossos serviços; isto pode trazer diversos riscos para o mercado”,

explica o CIO do banco, José Antonio Eirado Neto. Todas as inovações são

definidas em conjunto com as sete diretorias de negócio do BC e a presidência.

“Ela é fluxo de trabalho para nós”, enfatiza Eirado.

Leia também:

Confira o especial completo sobre a nona edição de As 100+ Inovadoras.

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Published by
Redação
17 anos ago

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