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Nos EUA, 75% dos executivos de TI foram afetados pela crise

Levantamento divulgado pela consultoria DLA Piper aponta que 75% dos CIOs nos Estados Unidos sofreram diretamente com a crise econômica. Estes profissionais não acham que a crise atual vai ser pior do estouro da bolha ponto.com em 2000, opinião de 67%.

Apenas para 15% deles acreditam que a economia dos Estados Unidos vai se recuperar a partir da primeira metade de 2009. Ou seja, a grande maioria está vendo a crise como um problema de longo prazo.

Ao falar especificamente sobre abertura de capital na bolsa de valores, mais da metade deles (55%) acredita que o número de IPOs vai continuar próximo a zero até 2010. O número de IPOs em tecnologia, tradicionalmente um dos setores mais fortes para abertura de capital, está em zero desde o segundo trimestre de 2008.

“Quase 90% dos entrevistados não acreditam que o mercado de IPO vai retornar ao padrão anterior até o final de 2009. Isso não é surpreendente ao ver a extensão da atual crise econômica e como os IPOs foram reduzidos após o estouro da bolha de tecnologia em 2000,” disse Peter Astiz, co-responsável pela prática de tecnologia da DLA Piper.

Para dois terços dos executivos ouvidos, o impacto direto da crise econômica será na queda do faturamento. Ainda assim, eles estão otimistas quanto ao futuro, já que apenas um quarto dos entrevistados confirmou ter reduzido as despesas de vendas e marketing, e uma porcentagem ainda menor planeja reduzir gastos em pesquisa e desenvolvimento.

Para Astiz, esta movimentação “parece indicar a crença de que o impacto no setor de tecnologia será mais em curto prazo e que as empresas planejam continuar a inestir estrategicamente em seus negócios”.

Opinião dos investidores
Ao ouvir os controladores de fundos de capital de risco, a conclusão da DLA Piper é que as visões são diametralmente diferentes. Para o pessoal de Venture Capital, o cenário é bem mais sombrio.

Quase a metade dos entrevistados desse setor, 47%, acredita que a crise atual vai gerar um impacto ainda maior na indústria de tecnologia do que o registrado após o estouro da bolha de 2000.

Para Astiz, os investidores de capital de risco estão vendo a crise com pior olhos por analisarem as perspectivas de IPOs, além de compras e fusões. “Estas operações têm maior tendência de serem atingidas negativamente no curto prazo, muito mais do que os resultados das empresas”, disse em comunicado para a imprensa.

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