Por Mariano Gordinho*
A 3ª Pesquisa Inédita Setorial e Salarial dos Distribuidores de TI e o 2º Censo de Revendas realizado pela Associação Brasileira dos Distribuidores de Tecnologia da Informação (ABRADISTI), em parceria com o IT Data, apontou que, no ano de 2012, o país alcançou o número de 32 mil revendas de produtos de informática.
Desse total, como não poderia deixar de ser, a grande maioria dessas revendas, com 59%, está localizada na região Sudeste, enquanto 21% está no Sul e 13% no Nordeste.
E, justamente, é na região formada por Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe que o foco das oportunidades começa a ser traçado.
Prova disso é o relatório Indicadores de Desenvolvimento Brasileiro, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), que apontou que a renda domiciliar per capita na região Nordeste foi a que mais cresceu entre 2010 e 2011, com alta de 2,9%. Essa elevação foi 1,2 pontos percentuais acima do crescimento médio do país e 1,7 pontos percentuais à frente da região Sudeste.
Esses números, então, nos dão uma grande perspectiva de que, pelo menos para os próximos três anos, o Nordeste continuará crescendo e, com isso, a demanda por equipamento de tecnologia e informática também crescerão bem acima da média nacional.
Claro, além disso, entre as 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, quatro estão no Nordeste. Dessa forma, Fortaleza (CE), Natal (RN), Recife (PE) e Salvador (BA) demandarão ainda mais infraestrutura e, certamente, tecnologia é um dos pontos que mais necessitarão de investimentos, seja em estádios ou hotéis.
No entanto, apesar de todo esse potencial, existem dois grandes desafios a serem transpostos. Assim como todo o país que sofre um imenso apagão de profissionais capacitados em TI, o quadro no Nordeste não é nada diferente. Além disso, historicamente, o Brasil sofre de um grave problema de logística. Estradas ruins, poucos portos e ausência de linhas férreas dificultam percorrer grandes distâncias em curtos períodos de tempo, o que acarreta em atrasos e altos custos de entrega.
Sabendo atuar nesses dois pontos, o Nordeste pode se tornar a verdadeira menina dos olhos para os próximos anos no segmento de distribuição de produtos de TI.
* Mariano Gordinho é Presidente da ABRADISTI ” Associação Brasileira dos Distribuidores de Produtos e Serviços de TI
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