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Nomadismo digital é opção para 76% dos teletrabalhadores brasileiros

Após um ano de distanciamento social e trabalho remoto, mais da metade (56%) dos brasileiros dizem estar mais suscetíveis a cogitar uma carreira freelancer agora do que um ano atrás. Já 76% afirmaram que considerariam se mudar para um município diferente, aderido ao chamado nomadismo digital, se ainda pudessem trabalhar com a mesma qualidade sem precisar ir ao escritório.

É o que revela uma pesquisa da OnePoll feita a pedido da Citrix e conduzida em cinco países da América Latina (México, Chile, Colômbia, Argentina e Brasil. Por aqui foram ouvidos 500 trabalhadores de empresas entre 8 e 11 de fevereiro deste ano. O objetivo foi conhecer um pouco mais sobre a produtividade, o bem-estar, a carreira e a tecnologia sob o ponto de vista dos trabalhadores.

Leia mais: Pandemia expande despesas corporativas com telecom, mostra estudo

O estudo mostrou que 69% dos trabalhadores se sentem melhor ou muito melhor no que diz respeito ao bem-estar físico, se comparado ao ano anterior, enquanto 64% se sentem melhor ou muito melhor quando se trata de bem-estar mental. Após a pandemia, 69% gostariam de adotar um modelo híbrido de trabalho em que podem escolher onde trabalhar ou quando ir ao escritório.

Satisfação e apoio

Segundo a pesquisa, 73% dos brasileiros ouvidos acreditam que escritórios tradicionais serão utilizados para atividades específicas e em modelo híbrido. O bem-estar é um fator importante nesta mudança com 100% dos entrevistados acreditando que a cultura da empresa que promove o bem-estar mental e/ou físico é importante.

Quando questionados sobre até que ponto se sentiram apoiados ou não em relação ao equilíbrio entre trabalho e a vida familiar durante a pandemia, a pesquisa revelou que 68% dos trabalhadores se sentiram apoiados pelos gestores. Desses, 60% se sentiram apoiados pelo departamento de TI e 58% pelo RH.

O estudo mostrou também as maiores dificuldades dos trabalhadores no home office. Distração do ambiente doméstico (51%), falta de equipamento de escritório (35%) e falta de tecnologias, aplicativos e acesso a documentos ou arquivos apropriados (32%) foram os mais apontados.

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