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Nokia vende último aparelho com o Symbian

O último a sair, por favor, feche a porta. Esta semana, a fabricante finlandesa de smartphones Nokia anunciou a venda de seu último aparelho rodando o sistema operacional Symbian. Como a última empresa do mundo produzindo telefones que utilizam o sistema operacional, a retirada da plataforma significa que o Symbian agora está completamente extinto.

A queda do domínio do Symbian é um conto sobre o qual livros pode (e devem) ser escritos. Sua origem data dos anos 80, mas a partir de 1998 a existência do OS foi formalizada, quando uma antiga empresa PDA, Psion, mudou seu nome para Symbian e pegou financiamento dos principais fabricantes de telefones no momento, incluindo Ericsson e Motorola, para se tornar o “zelador” oficial do crescente sistema operacional móvel.

Mas a Nokia sempre foi a maior defensora do Symbian. A empresa produziu milhões de telefones com o sistema operacional, e os dois sempre tiveram laços estreitos. Juntos, eles dominaram o mercado de telefonia celular em todo o início dos anos 2000. O sistema continuou sendo o mais vendido em smartphones em todo o mundo até o final de 2010.

Essa reversão abrupta da sorte foi devida a alguns fatores: em primeiro lugar, a ascensão do Android e iOS como os sistemas operacionais dominantes de telefonia, procurados pelos consumidores deixando aparelhos simplistas em favor de smartphones. Em segundo lugar, a queda da Nokia (pela mesma razão), juntamente à sua fatídica decisão, em 2011, de se juntar à Microsoft e ao Windows Phone OS. Nesse ponto, o único patrocinador remanescente do Symbian disse adeus ao OS, e já estava escrito o que aconteceria a seguir.

Hoje, o Symbian é mantido pela Accenture, empresa de consultoria de gestão, para a qual a Nokia terceirizou seu desenvolvimento (e despachou milhares de empregados) em 2011. É esperado que a empresa mantenha o sistema operacional até 2016.

Então, o que matou o Symbian? Complexidade, de acordo com a Nokia. Nos relatórios, a empresa culpou a estrutura difícil e hostil do código do Symbian para o longo tempo que leva para um telefone usando esse sistema operacional ser desenvolvido. O BGR cita um porta-voz da Nokia se queixando de que um aparelho típico com Symbian exigia 22 meses de tempo de desenvolvimento, em comparação com menos de um ano do Windows Phone. No ambiente de hoje, quando os mercados são feitos e perdidos em questão de semanas, isso não funciona.

Para as empresas com grandes implementações de smartphones Symbian, bem, provavelmente há pouco com o que se preocupar. Em primeiro lugar, não há dúvida de que você já viu esse dia chegar por pelo menos há alguns anos, e as chances são de que você há muito tempo descobriu um sucessor para padronizar. Para os retardatários que lidam com a Accenture, significa que você provavelmente obterá as atualizações de segurança e outras correções nos próximos três anos – o que é muito tempo para decidir se quer ir para Android, iOS, Windows Phone, ou – ousamos sugerir isso – BlackBerry.

PC World

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