Para o presidente da Linux International, Jon “Maddog” Hall, o desempenho do País no desenvolvimento e na disseminação de programas em código aberto é fruto de um encontro feliz, no País, entre governo, indústria e a comunidade do software livre.
Maddog mostra-se, contudo, preocupado com a questão da soberania do País na área de informática. “Espero mesmo que os Estados Unidos continuem sendo um país amigo para o Brasil, mas vocês têm que saber se proteger”, afirma.
Para ele, o Brasil é um país exemplar em se tratando de desenvolver soluçoes em larga escala com softwares de código aberto. A seu ver, a Caixa Econômica Federal é um dos exemplos mais emblemáticos em se tratando de uso do software livre em larga escala na América Latina.
Em 2006, comenta o especialista, a CEF abandonou a solução da multinacional Gtech, prestadora de serviços que monopolizava o sistema de processamento de dados de nove mil loterias espalhadas pelo Brasil.
A Caixa migrou todos os seus terminais financeiros lotéricos – cerca de 25 mil – para o sistema operacional Linux. “Só com licenças coorporativas que deveriam ser pagas pelo uso de softwares proprietários, economizamos cerca de 10 milhoes de reais desde então”, calcula o gerente de tecnologia da informação Júlio Schneiders Neto.
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