Sistemas de governança antigos e desalinhados nas áreas comerciais e de supply chain fizeram com que a fabricante japonesa de rolamentos NSK buscasse mais precisão, controle e agilidade no processo com a ajuda da tecnologia. Iniciado em 2006, o processo é complexo ? a companhia está presente nos cinco continentes, com escritórios de vendas em 27 países e 62 fábricas pelo mundo -, mas rendeu uma melhora de produtividade de 25% em alguns locais isolados. Na unidade brasileira, cuja implantação começou em 2 de janeiro, a expectativa é aumentar a agilidade em 20% no período de um ano.
O projeto para melhoria dos processos teve início em sua matriz quando a japonesa começou a investir no desenho de reconstrução do sistema Aspacs (sigla em inglês para Automatic Sales and Products Adjustment Control System), que mais tarde ganharia o nome de RAS ? Reconstrução do Sistema Aspacs.
Quando chegou às Américas, em 2010, a filial brasileira foi escolhida para ser a responsável pela implantação. Para trazê-lo à realidade da região, a Ci&T auxiliou nos trabalhos realizados na Argentina, no México e em Miami (EUA). No país vizinho, por exemplo, a economia no tempo de processos foi de 25%. Por aqui, os resultados aparecerão no final deste ano, mas a expectativa da NSK é que a produtividade melhore de 15% a 20%, como apontou Alexandre Jurca, IST manager da NSK no País. ?Na Argentina o ganho foi maior porque lá o uso de Excel ou de trabalhos feitos fora dos sistemas é muito alto.? O executivo não pode abrir os valores envolvidos no projeto.
A companhia sentiu a necessidade de mudança por ter dificuldades de achar profissionais que se adaptassem aos processos antigos, que estavam em funcionamento há 40 anos. ?Se você pensar do lado de TI, o conhecimento se foi e os profissionais se foram. Se for pensar em termos de negócios, há 40 anos a empresa tinha um modelo, tinha uma necessidade. Ou seja, ela era uma coisa e hoje é outra completamente diferente?, afirmou Jurca.
O executivo explicou que o sistema tem base web, onde antes era usado o Cobol. A novidade fez com que os profissionais trabalhassem de uma maneira mais amigável. ?Ele trabalha com múltiplas janelas e permite que as pessoas usem o browser para navegar. Ou seja, facilita a execução de tarefas, especialmente, fora da empresa. Antigamente, as tarefas não eram fáceis, porque as pessoas precisavam ter um navegador especial, um software especial e por aí vai.?
Na região, mais de 40 profissionais estão envolvidos no projeto e 60 processos de negócios são padronizados. Por aqui, mais de cem pessoas passaram por 700 horas de treinamentos até o final de novembro para realizar a mudança.
O próximo passo é a implantação no Canadá, que deve ocorrer em 1º. de julho; outras cidades nos Estados Unidos, com programação de mudança em 1º. de outubro. Europa e Japão receberão uma atualização em 2013.
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