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Nexa Resources gera mais valor às atividades internas com robotização

O caminho traçado por José Furtado para entrar no mundo da tecnologia foi um pouco diferente do trilhado pela maioria dos CIOs. Formado em Engenharia de Produção, o profissional atuou por alguns anos na área, trabalhando em projetos para setores como planejamento, vendas e logística. 

E foi esse conhecimento sobre o funcionamento de diversas áreas da empresa que fez com que, no final de 2000, ele fosse convidado a trabalhar como gerente do projeto de implementação da plataforma SAP, que levou cerca de dois anos para ser concluído. Após esse período, Furtado foi convidado a continuar no setor — no qual consolidou sua carreira. 

“Quando iniciei o projeto SAP, comecei a entender a quantidade e a sofisticação de processos que a área de TI precisa executar para que coisas simples, como um pedido de compra, funcionem. Eu fiquei maravilhado com esse mundo”, afirma. Nos anos seguintes, o profissional se aprofundou nos estudos de tecnologia para entender o setor com maior profundidade, sempre buscando implementar soluções que auxiliassem no negócio-final das empresas em que trabalhou. 

Preparando o terreno

Um dos principais fatores que convenceu Furtado a ir para a Nexa Resources, no início de 2015, foi a estratégia de transformação que a mineradora planejava implementar nos médio e longo prazos, de forma a utilizar a tecnologia tanto para otimização de tarefas como para melhorar a qualidade do trabalho (e de vida) das pessoas. 

E um dos projetos realizados na companhia — e que rendeu ao profissional o prêmio de Executivo de TI do Ano, na categoria Siderurgia, Metalurgia e Mineração, realizado pela IT Mídia — soube combinar esses dois fatores. Trata-se da criação de uma célula de robotização, desenvolvida para pensar em soluções simples que impulsionassem a produtividade da empresa. 

“Começamos a discutir como seria possível utilizar essa tecnologia para trazer vantagem competitiva e a viabilidade de implementar esses robôs nos processos indústrias, comerciais e administrativos”, explica Furtado. 

Trabalhando em sinergia com a consultoria Visagio, a Nexa montou uma célula com especialistas de áreas como ciência dados e processos. Isso tudo para, com a aplicação de metodologias como Scrum e Ágil, criar uma governança para desenvolver os primeiros robôs a serem utilizados internamente. 

Apesar de a execução do projeto ter sido relativamente curta (entre julho e dezembro de 2019), o planejamento para a criação da área se iniciou em 2018, junto com o primeiro desafio: concentrar em uma área que até então era experimental profissionais que poderiam ser utilizados para atender demandas que já existiam. 

“Nesse ponto, tivemos de demonstrar muita segurança na estratégia que desenhamos, explicar o porquê acreditávamos que esse projeto traria muitos benefícios para a empresa”, comenta o CIO. Junto com a criação de uma nova área, outra dificuldade enfrentada consistia em mostrar para o resto da companhia como esse projeto poderia beneficiar os processos internos. 

Para isso, a célula de robotização realizou reuniões com todas as áreas para entender os problemas que cada setor enfrentava no dia a dia. Nas conversas com os times de outros departamentos, foi possível vencer um pouco da desconfiança inicial e decidir em qual departamento seria implementado o projeto-piloto. 

O escolhido foi o setor financeiro, com o desenvolvimento de um robô que assumiu todo o processo de novos pedidos. A partir do momento em que um funcionário emite uma ordem de compra, o software envia mensagens para os fornecedores, recebe as propostas e avalia o melhor custo-benefício, sem a necessidade de interferência humana no processo. 

O resultado gerou uma repercussão bastante positiva e impulsionou o trabalho da área, que até então consta com cerca de 50 robôs já em funcionamento para áreas como Logística, Marketing e Recursos Humanos. 

Inteligência competitiva

Como o desenvolvimento dos robôs faz parte de um roadmap de cinco anos, a equipe está atualmente avaliando os resultados dos projetos já realizados para entender a possibilidade de correções ou melhorias. Em paralelo, o time visita áreas industriais da Nexa para enxergar potenciais aplicações da tecnologia. 

“Atualmenteestamos com um experimento em uma das fábricas, um robô que utiliza identificação de imagem para aferir a quantidade de mineral colocada nas pilhas”, explica Furtado. “A ideia é que, mais para frente, a gente consiga fazer com que os robôs sejam mais inteligentes. Por isso, já estamos pensando em trabalhar com inferência. 

Outro fator bastante positivo para o CIO foi como esse projeto permitiu ao departamento aplicar a tecnologia de forma estratégica, proporcionando maior competitividade para diversas áreas da companhia. “Quando se cria uma TI voltada para o negócio, que se aproxima dos usuários para agilizar processos, você traz muito valor para o negócio. 

Finalistas do prêmio Executivo de TI do Ano 2020, na categoria Siderurgia, Metalurgia e Mineração

 José Antônio Furtado, Nexa Resources 

 Marcelo Nascimento, Taboca

 Luis Carlos Maldaner, CBA 

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