Vários novos sistemas que estão sendo apresentados esta semana na exposição NetWorld+Interop visam centralizar a inteligência das LANs (redes locais) sem fio e fornecer o mesmo nível de segurança, estabilidade, escalabilidade e facilidade de gerenciamento disponível nas redes conectadas.
Uma mudança é a idéia de migrar dos pontos de acesso sem fio inteligentes. Uma vez que cada ponto de acesso tem inteligência integrada, ele precisa ser configurado no local em que é instalado, geralmente, conectando-o a um laptop. Isso pode tornar o gerenciamento de uma LAN sem fio uma tarefa muito complexa, especialmente quando uma companhia quer empregar dezenas ou mesmo centenas de pontos de acesso.
O primeiro produto da empresa iniciante Airespace, a Wireless Enterprise Platform, inclui um comutador de LAN sem fio, pontos de acesso e software de controle que centraliza a inteligência do sistema dentro de um gabinete de fiação. O software do sistema lida com a maioria das tarefas difíceis da configuração de LANs wireless. Os pontos recebem automaticamente endereços de IP quando conectados na rede, e eles, então, passam a procurar uns aos outros para configurar as conexões. A Airespace não divulgou os preços dos lançamentos.
A Aruba Wireless Networks também está desenvolvendo uma LAN sem fio com base em comutadores; o preço do modelo de estação básico, Aruba 500, começa a partir dos US$ 17 mil para o mercado norte-americano e os pontos de acesso têm um preço de US$ 200.
Para as empresas com grandes instalações, o gerenciamento centralizado faz sentido, segundo Pat Hurley, analista da empresa de consultoria TeleChoice. Uma empresa pode economizar muito tempo e dinheiro desse modo, acredita o analista. O processo de instalação é mínimo, e o tempo necessário para configurar passa a ?ser zero.
A Chantry Networks tem uma abordagem diferente, que ela descreve como o primeiro sistema de LAN sem fio em grande escala com base em tecnologia de roteamento de IP. A sua linha de produtos denominada BeaconWorks coloca a inteligência do sistema em um equipamento que reside em um grupo de servidores centrais da companhia. Os pontos de acesso são então conectados na rede de IP já existente, onde eles se comunicam diretamente com um único controlador. O sistema da Chantry custa entre US$ 20 mil e US$ 35 mil.
Esses e outros sistemas deverão ajudar a resolver algumas das preocupações dos gerentes de TI. Mas existem mais detalhes para fazer com que a tecnologia sem fio funcione em um bom hardware, declara John Southard, diretor executivo de TI do New York Institute of Technology. O executivo acabou de configurar as redes sem fio da Symbol Technologies nos quartos dos alunos do instituto e está desenvolvendo redes sem fio nos três campi. Southard afirma que as companhias podem adquirir esses produtos e implementá-los elas mesmo, mas realmente precisará de uma boa parceria com uma empresa com experiência em engenharia. Pois muitos desses produtos ainda não estão plenamente desenvolvidos, e pode haver problemas.
Nesta semana, outros fabricantes planejam apresentar novos produtos baseados em tecnologia sem fio. A Cisco Systems deve apresentar um telefone com recurso de voz sobre IP sem fio. O modelo Cisco 7920 se parece com um telefone celular, e deverá custar US$ 595 nos Estados Unidos e será fornecido a partir de junho. A companhia também está desenvolvendo uma combinação de telefone que funciona em redes celulares e em sistemas de baixo custo utilizando tecnologia Wi-Fi, que está cada vez mais disponível em locais públicos.
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