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Negócio social demanda trabalhar em voz alta

Como deve ser um negócio social? Um pouco depois de um ano na jornada corporativa rumo ao negócio social, tive algumas ideias que giram em torno de dois temas complementares:

Trabalhar em voz alta: Criado por Bryce Williams, em 2010, e amplificado por diversos posts no blog de John Stepper e outros, ?trabalhar em voz alta? envolve narrar seu trabalho da forma mais transparente possível.

Utilizar o social no fluxo do trabalho: O conceito de ?em fluxo? e ?acima do fluxo? foram aplicados em wikis, sistemas de gerenciamento de conhecimento e plataformas sociais. Tudo se resume em percepção ? o funcionário vê uma atividade (narração do trabalho, por exemplo) como parte do trabalho ou como uma tarefa extra?

Eu gosto de pensar sobre ferramentas sociais e comportamento em três níveis: individual, grupal e organizacional. O nível organizacional é no qual muitos executivos focam, já que é onde está o ouro social: mais inovação e agilidade, aprendizado organizacional e Q&A corporativa. No entanto, organizações são compostas por indivíduos ? indivíduos estes que precisam de certo nível de conforto com essas novas ferramentas antes de começarem a usar.

A armadilha em que muitas empresas caem (e o motivo pelo qual acredito que muitos esforços de negócio social falham) é pensar que conseguirão os benefícios organizacionais simplesmente treinando funcionários para usar ferramentas e deixando que eles usem como bem entenderem ? usando a mesma abordagem que utilizariam com implementações de softwares mais tradicionais e ignorando o que acontece no grupo.

Porém, essas ferramentas são ?sociais? por um motivo. Elas não funcionam como deveriam quando os funcionários as utilizam como indivíduos e não em grupos. Então, como fazemos para que os funcionários transitem do uso individual para aprenderem a usar uma nova ferramenta em uma comunidade completamente engajada e que trabalha em voz alta? Na minha empresa, não estamos nem próximos disso, mas eu pensei em três estratégias para levar as pessoas a uma plataforma de colaboração.

1. Treine com consultoria interna

Em vez de oferecer treinamento genérico, nós treinamos os grupos ? equipes específicas ou departamentos ? com um objetivo em comum. É claro que leva mais tempo do que treinar todos juntos num curso de propósito geral, mas as vantagens são: (1) podemos focar nas funções mais importantes para os objetivos daquele grupo; (2) todos mudam juntos para a plataforma com um objetivo comum. Essa abordagem é especialmente atraente para gerentes com visão, que podem levar sua equipe junto com eles.

2. Permita e incentive grupos sociais

Temos grupos de leitura e grupos que discutem motociclismo, saúde e fitness, corrida, ciclismo, boliche, culinária, música e, até mesmo, ?Order of the White Castle Slider?. Para pessoas que já são ativas nas mídias sociais na vida pessoal, essa é uma forma de deixa-los à vontade com as funções de nossa plataforma interna.

3. ?Venha pelo conteúdo, fique pela comunidade?

Alguns funcionários amam a ideia de grupos sociais, mas, para outros, é um absurdo. Na visão deles, trabalho não deve ser divertido, então eles se afastam de qualquer coisa que pareça frívola, especialmente se tiver a palavra ?social? associada. Portanto, nossa plataforma social também atende nossa intranet e contém informações sobre estratégia do negócio, resultados de pesquisas com funcionários e até mesmo informações técnicas criadas por nossos desenvolvedores de produtos. Mesmo que comece como nada além de um depósito de conteúdo para alguns funcionários, eles não têm como evitar as discussões ambientes e posts nos blogs conforme buscam os documentos que precisam.

Fazer com que funcionários trabalhem em voz alta no fluxo do trabalho é a chave para o sucesso de um negócio social, porque todos os benefícios que os executivos almejam no nível organizacional presume que uma grande audiência já exista na plataforma. Não se pode fazer uma pergunta para ninguém em especial e esperar uma resposta rápida e precisa sem que as pessoas certas já estejam lá por outros motivos.

Não é possível ter avanços em inovação ou aproveitar oportunidades fugazes de negócio sem que redes de funcionários estejam bem estabelecidas. Trabalhar em voz alta, no fluxo de trabalho, é fundamentalmente valioso para indivíduos e equipes que o praticam. Mas, para os executivos, é o que traz o público ao auditório e os coloca em seus lugares.

Em meu próximo post, terei mais a dizer sobre o trabalho em voz alta e sobre como isso se relaciona com o objetivo comum do negócio social para direcionar a inovação corporativa.

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