Diante desse cenário, os sites de comércio eletrônico começaram a realizar – há alguns meses – novos investimentos para suportar o esperado – e pretendido – aumento de acessos e negócios: mais máquinas, conexões reforçadas e contratações temporárias. Outra preocupação, esta não apenas das lojas virtuais, mas também dos consumidores, diz respeito à entrega dos produtos. A logística está preparada?
As companhias pontocom apostam que tudo dará certo, mas a impressão é de que este ano será o de um grande e imprevisível teste de eficiência. Não apenas dos sites de venda online mas, principalmente, da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Segundo um estudo do Coppead – , da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 75% das transações de comércio eletrônico da Internet brasileira são transportadas e entregues pelos Correios.
Para enfrentar o prometido crescimento da demanda por seus serviços, os Correios modernizaram o parque industrial, de forma a aumentar a segurança, agilidade e capacidade de aumento de escala na linha de produção. Além disso, foi implementado o Sistema de Rastreamento de Objetos, que possibilita acompanhar o percurso de uma encomenda, da postagem até a entrega.
Também foi criado há pouco mais de um mês o e-Sedex, com o objetivo de facilitar a logística do e-commerce. O serviço foi formatado com base em pesquisa realizada pelos próprios Correios com portais da Internet brasileira que atuam no comércio eletrônico para saber das necessidades e expectativas em relação à distribuição dos produtos vendidos via Web.
No início de outubro, o portal Submarino passou a utilizar o e-Sedex, a título de teste, e assinou a contratação do serviço logo após o lançamento oficial. O serviço está disponível somente na Grande São Paulo e, em 2001, será ampliado para Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e principais cidades do interior paulista.
O diretor comercial e de marketing do Submarino, Luiz Elísio Melo, disse que os preparativos para o Natal começaram no início do segundo semestre. “Analisamos o que fizemos no ano passado e o que faríamos neste ano. Decidimos implantar um centro de distribuição com 15 mil metros quadrados e funcionamento durante 24 horas nos sete dias da semana”, conta Melo.
O Submarino investiu R$ 8 milhões no novo depósito e mais R$ 7 milhões na melhoria de seus processos e em novos softwares, como a implantação da plataforma Oracle em seu banco de dados, considerada pelos técnicos do portal a solução mais adequada para suportar um crescimento de até cinco vezes no volume de vendas em comparação com as realizadas em setembro, que foram – em média – de duas mil por dia.
“Houve um planejamento comercial, com análise de processos e testes de carga de acesso aos nossos servidores. Lançamos, por exemplo, uma promoção para testar a logística, na qual prometíamos entregar até a meia-noite uma compra realizada até o meio-dia. Cumprimos a promessa”, comemora Melo.
O Submarino conta ainda, na área de logística, com o apoio da Total Express, que também atende a Americanas.com. O esquema de distribuição e entrega das mercadorias da Americanas.com inclui sete parcerias. Além da Total Express, a pontocom utiliza os Correios (e-Sedex), SpeedCargo, Epatil, Kwikasair e Cotia Penske, para remessas dentro do Brasil, e a FedEx, para 220 países. O diretor de marketing da Americanas.com, Frederico Monteiro, diz que as parcerias internas garantem uma cobertura de 100% do território brasileiro.
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