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“Não perdemos a guerra, mas batalhas e isso tem de mudar”, diz Larry Ellison sobre segurança

Na apresentação dessa terça-feira (27), Larry Ellison, chairman e CTO da Oracle, retornou aos palcos da Oracle OpenWorld 2015, evento anual da empresa que acontece entre os dias 25 e 29 de outubro, para falar sobre uma das grandes preocupações que acomete organizações e consumidores nos últimos tempos: a segurança.

“Precisamos da próxima geração de segurança, porque não perdemos a guerra, mas uma porção de batalhas”, especialmente na nuvem, ambiente no qual é preciso proteger todos o montante de dados garantir que dados não sejam roubados e que serviços não sejam interrompidos, afirmou o executivo.

Como Ellison disse anteriormente acreditar, a solução para isso seria proteger sistemas de ponta a ponta, começando pelo mais profundo da infraestrutura até o topo, onde ficam as aplicações. “As apps rodam em uma base de dados, que roda em um sistema operacional, que roda em uma máquina virtual, que roda em um servidor que possui em sua base um processador de silício”, comenta. “A segurança no silício é melhor que a segurança de um OS”, complementando que nenhum cibercriminoso ainda descobriu como fazer um download para alterar uma estrutura de um processador.

Outro ponto abordado pelo executivo é o fator “sempre ligado”. De acordo com ele, não deveria ser possível desabilitar a segurança nas configurações de um sistema. “Isso é uma péssima ideia, porque você pode esquecer de habilitar e acabar perdendo milhões de números de cartão de crédito”, apontou Ellison, citando que esse tipo de informação é valiosa para cibercriminosos que a vende no mercado negro da internet.

Levando esses dois pontos em consideração, o executivo apresentou implementações que a empresa tem trabalhado: um portfólio de novos servidores Sparc T7 e M7 baseado no seu processador Sparc M7, o qual a empresa tem falado desde o ano passado e que possui detecção de intrusão e uma proteção que está sempre habilitada. De acordo com Ellison, se esse tipo de proteção existisse antes, teria sido possível impedir o bug Heart Bleed logo no início.

*A jornalista viajou a San Francisco (EUA) a convite da Oracle

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