O ambiente MultiCloud veio para ficar. Segundo a pesquisa State of Application Delivery,
da F5 Networks, feita com 3460 CISOs e CIOs, 80% das empresas já estão adotando o modelo MultiCloud. O quadro se completa
com o relatório Gartner Predicts 2018: The Cloud Platform Becomes the Expedited Path to Value. Segundo os analistas do Gartner, até
2022, 95% das aplicações migradas para a nuvem pública continuarão
nesse modelo, sem a possibilidade de voltar ao modelo on-premises. E,
até 2020, 60% de todos os novos projetos de aplicações MultiCloud
incluirão o uso de IA e/ou serviços de Analytics. Para essas previsões
se realizarem plenamente, é fundamental que o gestor de TI e o gestor de
negócios compreendam como utilizar
o melhor de cada ambiente (nuvem privada, nuvem pública, nuvem híbrida)
observando a melhor relação custo/benefício. A transformação digital
demanda mais capacidade, mais segurança, mais escalabilidade e a
MultiCloud é o ambiente que atende a essa demanda.
Daqui
até o fim desta década, as atividades que criam valor econômico
ocorrerão cada vez mais por meio de ecossistemas de negócios altamente
colaborativos e entrelaçados – relacionamentos críticos mantidos com
empresas ou organizações que vão além da corporação usuária de TI. Isso é
denominado economia baseada em ecossistema, e o modelo MultiCloud é
parte disso.
Agora,
as empresas que consomem recursos da nuvem têm acesso a mais
capacidades do que nunca. O resultado dessa conquista, porém, é uma
maior complexidade.
Visibilidade é uma grande preocupação
Muitas
empresas se habituaram a pensar na nuvem como uma caixa preta
monolítica, oculta sob uma capa de invisibilidade. Segundo o relatório Trends in Cloud Security: Cloud & Compliance Compatible?
de 2017 da Ponemon Research, somente um quarto (25%) dos profissionais
de TI e segurança de TI revelaram estar muito confiantes de que conhecem
todos os serviços
de nuvem que sua empresa está utilizando. A realidade é que a nuvem
cria desafios como saber onde os seus dados residem e o que ou quem tem
acesso a eles.
O
avanço para um ecossistema híbrido/MultiCloud com visibilidade e
controle, portanto, passa pela adoção de algumas atitudes. Continuar
usando soluções de Gerenciamento e Monitoramento é algo essencial para se atingir essa meta.
A
real luz a ser lançada sobre esse ambiente, porém, vem do uso de
ferramentas de Analytics. É graças aos Analytics que os gestores de TIC
terão em mãos os instrumentos necessários para consolidar, gerenciar e
beneficiar-se dos serviços MultiCloud. Aqui, o ponto chave é alinhar os
dados analíticos do MultiCloud às métricas do negócio.
Dashboards propiciam visibilidade sobre a nuvem
O
coração do negócio digital é a aplicação e, no ambiente MultiCloud, a
aplicação ganha elasticidade e disponibilidade. O Dashboard construído
de forma a alinhar dados da nuvem com a lógica de negócios da corporação
usuária dá ao gestor de TI e ao gestor de negócios uma velocidade de
decisão e implementação de mudanças alinhada com a economia digital.
Isso acontece porque o Dashboard vai além da visualização instantânea da
saúde e do desempenho da aplicação. A partir de regras de negócios que
contemplem, por exemplo, a qualidade da UX (experiência de usuário) de
um consumidor num portal de e-Commerce, a plataforma Analytics indica,
de forma automática, a necessidade de realizar alterações no uso dos
recursos MultiCloud.
O
modelo MultiCloud é uma realidade complexa, em que a aplicação missão
crítica passa a estar presente não só no data center da empresa mas,
também, no provedor de nuvem A, B e C. Acima de tudo, a elasticidade do
modelo faz com que, a partir da lógica de negócios e do uso otimizado
(custo/benefício) da infraestrutura de TIC, a aplicação se mova de um
site na nuvem (privada, pública, híbrida) para outro.
Essa
fluidez é uma marca do mundo MultiCloud que, para ser bem explorada,
exige a combinação de tecnologias mais tradicionais como Gerenciamento e
Monitoração com a visão de Analytics. O gestor passa a saber
instantaneamente qual o horário de maior acesso ao sistema, quais são os
dispositivos de acesso mais usados pelos usuários/consumidores, qual a
velocidade de entrega de aplicações aos usuários, se o acesso foi
realizado via aplicativo, via navegador, a partir de qual continente,
qual pais, qual estado, qual cidade, com o uso de que tipo de
dispositivo, em qual horário.
Essa
miríade de informações críticas e que trazem visibilidade ao ambiente
MultiCloud dá um salto de qualidade quando entram em cena plataformas
de Analytics. Da imensa complexidade de dados – a fase de Gerenciamento e
Monitoração – chega-se, a partir de soluções Data Lake/Analytics, à
resposta simples, impactante e que indica o próximo passo a ser dado na
TI e nos negócios.
(*) Hilmar Becker é Country Manager da F5 Networks Brasil
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