Apenas 9% dos CEOs de empresas de TI do mundo são mulheres. É um número dramaticamente menor do que o número de profissionais que ocupam um lugar na força de trabalho mundial (39%) ou mesmo entre as que tenham um emprego que exija habilidades em ciência, tecnologia, engenharia e matemática (apenas 25%).
É o que revela um relatório do Boston Consulting Group feito em parceria com o Fórum das Mulheres para a Economia e Sociedade.
A pesquisa foi desenvolvida pelo BCG com aproximadamente 10 mil mulheres e homens, em 12 países do G20 (grupo de 20 países mais ricos do mundo), integrantes e não integrantes das áreas de STEM (do inglês science, technology, engineering, and math). Ele mostrou que a grande maioria das mulheres está ansiosa para adquirir novas habilidades que possam ajudá-las a progredir em suas carreiras.
No entanto, quase metade das entrevistadas disse que enfrenta obstáculos sobre diversidade de gênero onde trabalham – o dobro do número de participantes em cargos não-STEM. Os especialistas também descobriram que as mulheres em STEM têm limitações em todo o local de trabalho, incluindo as etapas de recrutamento, retenção, promoção e comprometimento da liderança.
Para mulheres em STEM, falta de tempo (33%), flexibilidade (22%) ou ofertas disponíveis (20%) são as principais barreiras para aprender novas habilidades, indica o estudo. O documento também traz recomendações para organizações apoiarem mulheres nesse mercado por meio de programas de habilidades.
O estudo pode ser baixado nesse link.
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