Nos livros Beyond Change Management e The Change Leaders Roadmap,
os autores Dean Anderson e Linder Ackerman Anderson descrevem três
diferentes tipos de rupturas a que uma organização está sujeita: o
desafio do desenvolvimento, a mudança transacional e a mudança
transformadora.
O primeiro deles, o desafio do desenvolvimento, significa fazer as
atuais tarefas de forma melhor. As mudanças transacionaism por sua vez,
preveem realizar as atividades com uma cadeia de poder (liderança)
diferente. E, finalmente, as mudanças transformadoras representam uma
reestruturação completa da organização ou de um departamento, a partir
de novas estratégias, produtos, processos, sistemas, ciclos,
tecnologias, conhecimentos e cultura.
A partir dessa rápida definição dos tipos de mudança é possível
diagnosticar o tipo de ruptura a que uma empresa ou departamento está
passando. O que representa 50% do caminho para ter sucesso nessa
transformação. A outra metade depende de soluções para alcançar os
objetivos.
No dia a dia, os desafios de desenvolvimento fazem parte do cotidiano
das empresas e dos profissionais, que buscam esse tipo de ação como um
crescimento. E isso pode ser direcionado de formas variadas. Dar a
oportunidade para uma pessoa melhorar seus conhecimentos, por meio de
cursos e treinamentos, é o conceito mais tradicional que as empresas
utilizam para esse tipo de mudança.
No caso das mudanças transacionais, por outro lado, as situações são
mais complexas. Gerenciar as equipes com esse tipo de ação costuma ter
um grande impacto. Exemplos disso são as atividades que, de forma
involuntária, têm sido terceirizadas ou reempacotadas na área de TI ou
no espaço do BPO (terceirização dos processos de negócio), o que muda o
trabalho das pessoas ou ainda exige atuar com culturas internacionais.
Assim, as mudanças transacionais exigem um conhecimento e experiência
mais profundos do que no caso dos desafios de denvolvimento. Entender
uma língua estrangeira, por exemplo, pode ser fundamental para trabalhar
com equipes de outros países. Ao mesmo tempo, compreender novos
objetivos vai ser uma coisa necessária no caso de uma troca – voluntária
ou não – de cargo.
Por fim, em relação às mudanças transformadoras, as situações
envolvem lidar com a redefinição de tarefas, estratégias, modelos,
produtos, processos, sistemas, ciclos, tecnologias, conhecimentos e
culturas. O lançamento de uma nova unidade de negócios em outro país
pode ser um exemplo desse tipo de situação. Outra situação que ilustra
bem esse caso é o Kindle – equipamento voltado à leitura de livros
online, vendido pela loja de comércio eletrônico norte-americana Amazon,
e o impacto que esse produto pode provocou no mercado de editoras de
livro tradicionais.
Para competir e vencer nesses tempos de mudanças globais nos modelos
de negócio, as pessoas e as empresas vão precisar lidar melhor com esses
conceitos de mudança. Reconhecer o tipo de transformação pela qual se
está passando e buscar formas de se preparar para ela pode fazer a
diferença entre o sucesso e o fracasso dos executivos. E o simples
conhecimento dessa realidade tende a ser de grande ajuda na hora de
provar aos diversos públicos da companhia a importância de implementar
um projeto transformador
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