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Motorola dobra P&D no Brasil. Área passa a atuar em projetos globais

A Motorola investe para que o seu setor de Pesquisa e Desenvolvimento no Brasil acompanhe o crescimento de suas operações no país. Desde o segundo semestre do ano passado, a companhia dobrou seu quadro de colaboradores. Os 200 novos funcionários abrangem engenheiros de hardware, software, sistemas e designers, todos baseados no escritório de Jaguariúna (SP) e nos institutos parceiros.

O P&D da fabricante em solo brasileiro é responsável pela integração e gerenciamento de software de produtos e pelo desenvolvimento e união de todas as funcionalidades. Com os novos investimentos, ele passou a ter um escopo global, trabalhando em projetos para os mercados da América do Norte, Europa e Ásia.

A equipe trabalha em mais de 30 projetos, ampliando sua área de atuação para software embarcado, processamento de imagem, big data, cloud computing, tecnologia e serviços 4G, design e pesquisas de usuário. Entre as iniciativas já realizadas estão as soluções de simulação de chamadas em redes 4G a seleção automática do chip para ligações em aparelhos Dual-SIM do novo Moto E no Brasil e na Índia.

“A Motorola continuará inovando e desenvolvendo novas experiências que melhorem a relação do usuário com o smartphone. A área de P&D cumpre um papel de extrema importância nesse processo”, garante José Soares, diretor de desenvolvimento de produtos.

Para garantir a expansão, a fabricante também duplicou suas parcerias com instituições e universidades. Entre eles, destacam-se a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o Centro de Inovação Tecnológica em Campinas (Venturus), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), Flextronics Instituto de Tecnologia (FIT) e CI&T Software.

A parceria com instituições agrega também os parceiros tradicionais, como Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R.), Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (onde a Motorola instalou um laboratório de pesquisa, simulações e testes) e Instituto de Pesquisas Eldorado.

A empresa também criou um laboratório de última geração para pesquisa, desenvolvimento e otimização de soluções de processamento de imagens de seus produtos. O investimento é uma resposta à importância que a fotografia e vídeo ganharam com a comunicação móvel, sobretudo nas redes sociais.

“Com as mais avançadas tecnologias e recursos existentes no mundo, o projeto consumiu investimentos da ordem de R$ 40 milhões. A partir de agora, o Brasil vai protagonizar o desenvolvimento e validação dos telefones especialmente para as redes 4G. Algo que, antes, era feito exclusivamente nos Estados Unidos”, conclui Soares.

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