O modelo atual das telecomunicações está ultrapassado em pelo menos dez anos e precisa ser atualizado pelo governo para atender às novas exigências da sociedade. Quem defende esta opinião é o superintendente-executivo da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), César Rômulo. “Há uns 12 anos, a necessidade era linhas telefônicas, mas hoje não é assim, se consegue telefone facilmente. Este problema está muito bem resolvido”, afirma. De acordo com Rômulo, o cenário atual demanda acesso à internet banda larga e a obrigação para fornecer este serviço não é das operadoras. “O País está demandando e governo tem de fazer programas para propagar a banda larga. As operadoras não o fazem porque não tem aplicação.” Para o executivo, uma das aplicações que poderiam ser vislumbradas com a propagação do acesso banda larga é a inclusão digital. “As plataformas estão aí e as empresas também. Falta o Estado fazer sua parte.”A demora na mudança no marco regulatório impacta diretamente os investimentos das operadoras no setor. “Em telecom o mais grave hoje é a carga tributária de 40%”, aponta. Rômulo calcula que, entre 1998 e 2005, as teles investiram mais de 30 bilhões de reais com a compra de licenças e outros 120 bilhões de reais com a prestação de serviços. “Mas estes investimentos estão estagnados, pois não se instala mais telefones fixos, além de existirem dez milhões de linhas sem uso por falta de renda do usuário.”
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