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Mobilidade impactará futuro do transporte aéreo

A Infraero, responsável por 97% do transporte aéreo regular no Brasil, verificou 155,4 milhões de pessoas transportadas no ano de 2010. O serviço nos aeroportos nacionais, como não é difícil constatar, beira o absurdo devido a um cenário onde a infraestrutura não evolui de acordo com as demandas. ?A tendência é de um volume cada vez maior de passageiros. A complexidade tende a aumentar e [a indústria] precisa estar preparada. Senão será caos atrás de caos?, alerta Gustavo Murad, diretor de negócios para Airlines da Amadeus para a América Latina.

A provedora de TI para o mercado de viagens e turismo encomendou à Travel Tech Consulting uma pesquisa global que entrevistou 2.978 viajantes e que teve como mote compreender os gargalos e oportunidades de oferecer tecnologia ao setor. Batizado de ?Por dentro do Aeroporto do Futuro?, o levantamento ouviu cerca de 300 pessoas no País da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. De maneira geral, longas filas, lugares lotados, interrupção dos serviços ? como atrasos ou cancelamento de voos ? e problemas com bagagens são as maiores queixas dos entrevistados.

O estudo aponta, por outro lado, uma série de tecnologias já disponíveis que poderiam ajudar a enfrentar tal situação em um curto espaço de tempo tendo como foco em uma melhor experiência para os usuários de serviços. ?Vislumbramos uma série de soluções que se aplicadas vão tornar o desgaste em aeroportos inexistente?, julga Murad.

Dentre as soluções apresentadas pelo estudo estão melhoria no compartilhamento de informações entre companhias aéreas, aeroportos e órgãos reguladores; unificação e integração de plataformas; uso de dispositivos móveis e redes sociais. A expectativa aponta para uma era centrada no passageiro e pauta-se por um ambiente estruturado em auto-serviço, mobilidade e privilegiando o conforto dos usuários.

?De tudo que levantamos e que empiricamente já se vinha observando, os dispositivos móveis serão cada vez mais capacitados, convergentes, de tal forma, que ali será possível processar grande parte das demandas?, projeta o diretor, citando, no contexto, aparelhos servindo como suporte para serviços de avisos, publicidade, check in. Emergem, ainda, conceitos como etiquetas de radiofreqüência, redes sociais e nuvem como parte da solução.

A pesquisa aponta ainda para a evolução da Near Field Communications (NFC) ? protocolo de troca de informações entre dispositivos móveis. Estima-se um salto exponencial no número de aparelhos celulares com tecnologia NFC. Passando dos cerca de 700 mil, em 2009, para algo próximo a 247 milhões, em 2015. A projeção é da consultoria Total Telecom. Isso se concretizando, tende a alavancar a plataforma móvel de transacionar e realizar compras, interagir com companhias aéreas e receber informações durante os processos.

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