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Mobilidade é mais priorizada no trabalho do que na vida pessoal

As pessoas estão preferindo muito mais utilizar dispositivos conectados para facilitar o trabalho do que melhorar a vida pessoal. Surpreendentemente, esta é uma constatação feita a partir de uma pesquisa conduzida pelo IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers), que analisou a opinião de mais de 1.200 entrevistados pelo Facebook, entre eles engenheiros e tecnólogos, sobre o futuro da Internet de ?Todas as Coisas? (Internet of Things ? IoT).

A maioria dos pesquisados, 65%, afirmou estar mais interessada ??em usar dispositivos conectados para melhorar a sua produtividade no trabalho, do que para administrar suas casas (14%), melhorar seus deslocamentos (12%) ou melhorar a sua saúde (9%). Esse ecossistema em que cada vez mais dispositivos estão conectados na internet, sejam eles smartphones, eletrodomésticos, carros e outras máquinas, já é uma realidade impulsionada pela oferta crescente de ?coisas? conectáveis.

“As pessoas sempre foram mais interessadas numa tecnologia que ofereça um benefício imediato e os dispositivos conectados podem atender de forma instantânea a necessidade do consumidor, resultando em vantagens que melhoram a sua qualidade de vida. Embora uns possam imaginar que melhorar a qualidade de vida pessoal de alguém seria mais importante, a grande maioria dos pesquisados está mais interessada em usar dispositivos conectados no trabalho. Esta estatística nos dá uma boa visão sobre os tipos de dispositivos que serão mais bem recebidos no futuro?, afirma o Membro Sênior da IEEE no Brasil, Raul Colcher.

Devido à velocidade com que a Internet das Coisas evoluiu, ainda não há uma definição muito clara de seu conceito e do que realmente pode ser definido como um dispositivo ?conectado?. Enquanto apenas 30% dos entrevistados considera que os dispositivos conectados podem ser definidos como aqueles que são diretamente ligados à Internet (como smartphones e laptops), quase 70% considera que eles podem estar ligados direta ou indiretamente à Internet (como pulseiras que se conectam a um telefone por Bluetooth).

Além de controvérsias sobre sua definição, a Internet das Coisas também se depara com outros desafios que serão decisivos para sua disseminação. A questão da privacidade é considerada como o maior desafio para 46% dos pesquisados, seguida pelas preocupações quanto à segurança dos dados, apontada por 40%.

“Superar as questões de privacidade e segurança da Internet das Coisas será um desafio significativo para a indústria”, destaca Roberto Saracco, membro Sênior do IEEE e Diretor do Grupo Italiano do EIT ICT LABS. “No entanto, inovação que realmente vale a pena não vem sem obstáculos. Eu acredito que as grandes mentes da tecnologia e engenharia podem colaborar para encontrar uma solução que irá superar algumas dessas preocupações de desenvolvimento.”

 

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