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Mobilidade é a continuidade do cabeamento, afirma Furukawa

Esses grandes movimentos de mercado rumo a maior mobilidade do usuário não são um problema para a Furukawa, muito menos uma ameaça à seus negócios. Na verdade, quanto maior o empenho das operadoras e fabricantes em criar maior acessibilidade, disponibilidade de banda e mobilidade para os clientes, mas a Furukawa faz negócios.

A afirmação é de José Carlos Alcântara Jr, gerente de engenharia de networking da fabricante de infraestrutura de cabeamentos, que ressalta a importância da expansão das redes de dados no Brasil. ?Quanto mais antenas e pontos de acessos e distribuição de rede uma operadora cria, mais elas compram cabos para que os serviços funcionem?, explica o executivo.

Esta resposta funciona também para os mercados de Big Data e cloud computing, que necessariamente precisam de rápida disponibilização e estruturação da informação dos dados, que passam por sistemas de cabeamento estruturado e fibras ópticas, informa o executivo. ?Quanto maior o data center, mais investimento em transmissão, assim como a busca por baixa latência em serviços de operadoras, que contam com sistema de infraestrutura de cabos até o todo de suas antenas?.

E é exatamente desta forma que a base instalada de cabeamento de fibras ópticas está crescendo no mercado brasileiro. Segundo o Alcântara, as operadoras de telefonia estão em busca de otimizarem sua entrega do serviço, através de soluções mais rápidas, e isso te gerado uma série de investimentos para o avanço da utilização de fibra óptica no Brasil.

Quanto às conversas de que as redes wireless poderiam acabar com os negócios de cabeamento estruturado, o executivo se mostra bastante tranquilo ao afirmar que é mais um movimento especulativo que verdadeiro. ?As redes wi-fi deram o poder da mobilidade, dá fácil transição de ambientes, mas o grosso da banda está concentrado nos pontos de acesso dos cabos?, afirma. ?Se eu precisar baixar um arquivo muito pesado, eu vou para o cabo e não para a rede sem fio?.

Esse conceito está, aliás, muito mais voltado para dentro do mundo corporativo, seja o SoHo (Small and Home Offices) ou enterprise. Prova disso é que os cabos 5e (famosos cabos azuis) estão distribuídos por todas as partes das empresas, lembra o executivo, que comenta sobre o esforço de substituir essa tecnologia de cabeamento pela pelos cabos 6 e 6a, que suportam maior volume de tráfego. ?Há muitos negócios para fazer com as soluções de cobre, e muita fibra óptica para entregar para os usuários?, analisa.

Quanto ao trabalho das operadoras, a melhor estruturação da disponibilidade 3G e a chegada das redes 4G são negócios que vão fomentar ainda mais a venda de soluções da Furukawa nos próximos anos. ?Sem falar da Copa do Mundo, que pode estima-se ter um excelente sistema de transmissão de dados wireless dentro dos estádios, mas o suporte a tudo isso será via cabeamento estruturado?, comenta Alcântara.

A Furukawa pretende crescer 8% este ano em termos de vendas no Brasil, impulsionada principalmente pelo avanço da banda larga e da abertura do mercado de TV a cabo. Também haverá investimentos na ampliação da produção de cabos e nas novas linhas de produtos como cabos de energias e OPGW (Optical ground wire) para redes de transmissão de longa distância.

*O jornalista viajou a Foz do Iguaçu à convite da Furukawa

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