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Mobilidade corporativa: por onde começar?

Pesquisa feita pela IDC aponta que 90% do crescimento da tecnologia da informação entre 2013 e 2020 terá relação com o investimento em cloud computing, mobilidade, Big Data e social business. Entretanto, o que observo é que algumas empresas ainda têm dúvidas sobre como e por onde começar a adotar, especialmente, as estratégias relacionadas às aplicações móveis corporativas.
As iniciativas mobile trazem, em especial, uma série de desafios complexos como rápida velocidade de mudança tecnológica, escolha tecnológica complexa, pois diferentes tecnologias são capazes de resolver o mesmo problema, garantir que a minha informação “mobile” esteja segura, encontrar diferencial nesse “oceano” de aplicativos móveis e satisfazer os usuários que estão cada vez mais acostumados com aplicativos “descartáveis”.
As empresas, por conta da sua governança ou estrutura decisória, criam projetos específicos para essas iniciativas. Dessa forma, faz-se necessária a aprovação de orçamento específico, processos de contratação complexos, convencimento de muitas áreas da empresa etc. No entanto, cabe aqui o maior desafio: experimente e inove!
A inovação não pode ser tratada como projeto, mas uma iniciativa que possui um roadmap! Ela não pode esperar o tempo dos processos burocráticos da empresa. A experimentação proporcionada por um ágil processo de inovação possibilita que os acertos sejam comprovados e que os erros sejam facilmente identificados e rapidamente aprimorados. As empresas têm medo de errar, mas o maior erro é deixar que os seus concorrentes testem as iniciativas móveis e adquiram conhecimento, enquanto que a sua empresa ainda planeja algo que nem conhece.
A junção entre velocidade de entrega e um roadmap possibilita que a empresa seja obrigada a pensar simples e ter um claro caminho de evolução na sua estratégia mobile. Dessa forma, o diferencial estará sendo criado por meio do binômio “planejar” e “ajustar”.
Quanto à segurança da informação, a primeira ação é definir o que é importante proteger. Muitas vezes, o “go to market” fica prejudicado pela definição de que tudo precisa ser protegido e a complexidade que isso traz. Faça a seguinte pergunta e analise: a informação “móvel” que você disponibilizará é exclusiva para esse tipo de iniciativa ou também está disponível (vulnerável) em outras formas? Gaste tempo protegendo o que é importante.
Um dos mais conhecidos jogadores de futebol americano, Freddie Wilcox, disse certa vez que “o progresso sempre envolve riscos. Você não pode infiltrar-se na segunda base com o seu pé na primeira”.
*Cesar Bertini é CEO da MC1, multinacional brasileira com foco em processos e inteligência de negócios utilizando a mobilidade como plataforma tecnológica

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