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BI móvel: chegou para ficar?

Os novos movimentos de Business Intelligence (BI), finalmente, estão aqui para ficar, especialmente, por conta da chegada de dispositivos de alto desempenho e da evolução das infraestruturas de transporte de dados, afirma a consultoria britânica Ovum e outras respeitadas companhias de pesquisa de mercado.

Até recentemente, as soluções móveis de BI sofriam com a falta de avanços tecnológicos e casos de uso, mesmo com a crescente demanda por acesso aos dados em tempo real para suportar a tomada de decisão. Agora, entretanto, as condições colidiram-se para permitir que executivos seniores e gerentes experimentem uma nova ?realidade na conexão dos negócios?, explica a Ovum.

Essas conclusões foram publicadas na mais recente revisão da Ovum sobre o panorama do BI móvel, chamada de ?Guia de Soluções: Mobile Business Intelligence?. No estudo, a companhia sugere que fornecedores de médio porte como MicroStrategy, Information Builders e Yellowfin estão na liderança com soluções móveis altamente aplicáveis.

Chamada de ?mega fabricante de BI?, a SAP surge como uma grande fornecedora de soluções para dispositivos iOS. Apesar de todos os fornecedores de BI apoiarem plenamente a plataforma da companhia da Apple e o Android, do Google, existe um apoio muito menor para o BlackBerry (50% dos fornecedores) e Windows (um terço dos fabricantes).

“Não há dúvida de que o sucesso do iPad no mercado de consumo afetou as estratégias de go-to-market dos fornecedores”, avaliou Fredrik Tunvall, analista da Ovum. “No entanto, para atingir um público maior, eles devem considerar o apoio de aplicações nativas/híbridas para dispositivos Android e Windows, já que ambos devem se tornar cada vez mais prevalente nas empresas, especialmente em mercados emergentes.”

A proposta da SAP tem sido impulsionada pelas aquisições da Afaria, Syclo e Sybase, e um roteiro de BI que é fortemente influenciado por uma mentalidade de pensar primeiro em mobilidade. IBM, Oracle e SAS também estão de olho no mercado e, de acordo com a Ovum, todas têm tecnologia e recursos de desenvolvimento necessários para melhorar suas soluções de forma rápida em 2013.

“Nós esperamos que os fornecedores de BI melhorem suas capacidades móveis por meio do desenvolvimento interno e por meio  de uma onda contínua de atividades de fusão e aquisição”, alertou Tunvall. “Este também será (o mercado) onde veremos alguns dos mais interessantes e inovadores desenvolvimentos em BI e análises nos próximos anos.”

A pesquisa da Ovum também expõe uma tendência crescente para aplicações móveis desenvolvidas e empacotadas para determinadas verticais, desenhadas sob medida para atender as necessidades de gestão dos executivos de negócios. Fornecedores usarão este modelo para ofertar uma coleção de aplicativos pré-montados e, também, uma plataforma de desenvolvimento móvel, onde os usuários podem, facilmente, desenvolver e implantar aplicações móveis para necessidades ou funções específicas, conclui o relatório.

Em novembro, a Nucleus Research previu que, em 2013, a adoção global de BI poderia duplicar, conforme os fabricantes aumentavam seus esforços para tornar soluções analíticas cada vez mais acessíveis. A Forrester Research traçou perspectivas similares, prevendo que o BI móvel se tornaria uma prioridade em particular. Em sua mais recente pesquisa, a companhia sugere que 24% das empresas já utilizam ou estão trabalhando em aplicações móveis de BI, enquanto 37% consideram a implantação de BI móvel no curto prazo.

Em um post sobre suas previsões de Business Intelligence para 2013, Boris Evelson, analista da Forrester, escreveu: “A mobilidade não é mais um opcional, algo ‘bom de se ter’. Ela vai se tornar o novo mantra de BI. Atualmente, a adoção de BI móvel está atrás da curva em comparação com outras aplicações corporativas. Isto se deve, principalmente, à percepção da falta de casos de negócios específicos no uso de ferramentas de inteligência móvel e, também, de retorno sobre investimento (ROI) tangível. Mas o crescimento do BI móvel em 2012 vai continuar a progredir em 2013, e, eventualmente, se tornará ‘comum’ para os colaboradores. Os profissionais não podem mais esperar pela volta para o escritório para obter a informação e tomar decisões, pois pode ser tarde demais.?

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