Prever a aquisição da Sun Microsystems pela Oracle foi um feito e tanto e tornou-se uma espécie de carma na vida de Donald Feinberg. Toda reunião com jornalistas alguém levanta a bola de ?quem vai comprar quem? no mundo de TI. Em almoço com a imprensa para falar de um evento anual para CIOs em São Paulo, o vice-presidente do Gartner foi novamente indagado a opinar sobre o futuro da HP.
?A minha primeira opção de compra da HP seria pela SAP?, comentou o analista, dizendo que trata-se de um negócio que faria sentido após um movimento de spin-off da divisão de computação pessoal (PSG) da fabricante de TI, uma vez que agregaria uma base boa de equipamentos corporativos e um poderio considerável no que toca serviços ao portfólio da fabricante alemã.
Mas o especialista não se mostra tão seguro com relação ao seu palpite dessa vez. Talvez isso venha do fato de que há alguns anos falou que a própria HP poderia entrar em um processo de fusão com a Microsoft. Dessa vez, ele coloca na disputa pela companhia outros players com IBM, Oracle e até mesmo a fabricante do Windows. ?No mundo de fusões e aquisições, nunca falo que algo não pode acontecer?, sintetizou.
Para a parte de computação pessoal da fabricante, ele não duvida que ? assim como ocorreu com a IBM ? seja arrematada por algum gigante asiático. ?A Positivo teria alguma chance??, pode alguém perguntar. Feinberg diz que não tinha cogitado essa hipótese e não sabe se a brasileira teria recursos para tal movimento.
Crise de identidade
O especialista aproveitou o encontro e trouxe outro elemento à tona: ?Empresas de uma forma geral não podem ter um portfólio para usuário final e para o corporativo?, avaliou. Segundo ele, é difícil alcançar o sucesso jogando nessas duas frentes, citando problemas enfrentados também, por exemplo, com a Cisco, que já deu alguns indícios de querer se livrar da Linksys.
O comentário, de certa forma, exime Léo Apotheker de eventual culpa por ter proposto o desmembramento da divisão de computação pessoal da HP. Segundo e especialista do Gartner, a questão da fabricante está mais no âmbito das pessoas que compõem seu board que o executivo a frente da operação. Tanto que a rotatividade no cargo de CEO da companhia andou alta nos últimos anos.
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