Em parceria com o Sebrae Nacional, Bertha Capital e Belvedere Investimentos, a Microsoft Participações anuncia novas iniciativas para fomentar a educação e o empreendedorismo feminino no Brasil.
Batizado de Women Entrepreneurship (WE), o projeto consiste no Fundo de Investimentos em Participações de Capital de Semente, e no Portal WE.
As ações independem de região ou localidade, além de não exigir formação prévia no ensino superior ou técnico. Serão oferecidas capacitações técnicas e de negócios a partir do investimento.
O objetivo do Fundo WE é captar R$ 100 milhões em cinco anos, embora já nasça com R$ 50 milhões captados. As startups deverão receber aportes de R$ 500 mil a R$ 5 milhões.
Ele será dedicado ao desenvolvimento de iniciativas disruptivas, com base tecnológica, com pelo menos uma mulher como sócia do empreendimento. De acordo com o Global Entrepreneurship Monitor (GEM), a população adulta empreendedora no Brasil (38%, entre 18 e 64 anos) está dividida em 41,7% no público masculino e 34,4% no feminino.
O Fundo WE visa, então, apoiar a oferta de capital semente para startups com sócias mulheres.
O Portal WE, focado no desenvolvimento de startups, terá mentoria técnica e capacitações de negócios e de tecnologias digitais.
Ele também terá desafios para que qualquer estudante de universidades ou de cursos técnicos possam transformar suas ideias em uma startup. Serão oferecidos recursos não-reembolsáveis para custeio de serviços operacionais de até R$ 50 mil para até seis ideias por ano.
O projeto visa apoiar os empreendimentos desde o seu estágio inicial. O time do Portal WE conta com especialistas em negócios, marketing, administração, finanças e gestão, com cursos oferecidos em parceria com o Sebrae Nacional e outras empresas especializadas, envolvendo conteúdos técnicos e de programação.
Segundo o Sebrae, o Brasil tem a 7ª maior proporção de mulheres entre os Empreendedores Iniciais, que estão à frente de empreendimentos com menos de 42 meses de existência.
Além do investimento, o objetivo do projeto é mostrar que empreender pode ser um caminho natural para qualquer mulher. “Será um impacto de longo prazo que provavelmente reverberará para as gerações futuras. À medida que um número maior de startups lideradas por mulheres ganharem mais experiência, elas irão estimular outras mulheres a fundarem, realizar mentoria ou financiar novos empreendimentos”, afirma Franklin Luzes, vice-presidente da Microsoft Participações.
De acordo com pesquisa do GEM em parceira com o Sebrae, em 2018, 50% dos negócios no país foram abertos por mulheres. Já dados da Rede Mulher Empreendedora apontam que apenas 28% das mulheres se sentem seguras com a gestão financeira do seu negócio.
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